Web To Print: um projeto de marketing e vendas

Web To Print: um projeto de marketing e vendas

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Nosso artigo na revista Publish de junho, com um novo olhar sobre web-to-print

Já tivemos a oportunidade de escrever, fazer apresentações e criar debates sobre Web-To-Print, não sem razão. Essa ferramenta é e será cada vez mais importante para o desenvolvimento comercial de gráficas em um mundo cada vez mais digital e conectado. Basta ver o mercado americano – outra cultura, sabemos – mas onde as vendas través de algum tipo de plataforma de web-to-print já atinge a 30% do mercado segundo a renomada consultoria InfoTrends.

Sentimos um interesse frequente das gráfica nacionais nesse tema e muitas tem procurado conhecer as alternativas e entender o uso dessa ferramenta. A maioria, no entanto, ainda tem muitas dificuldades em como operacionalizar uma plataforma, assim como definir um modelo que seja mais conveniente e eficaz para seu uso.

Primeiro é preciso tirar a ideia de que web-to-print, embora seja um sistema para uso na internet, não significa necessariamente a construção de uma loja virtual aberta a todos, ou seja, um e-commerce. Esse é somente uma das faces dessa aplicação.

A outra face são as lojas abertas e personalizadas a clientes específicos com os quais lidamos no dia a dia e para quem criamos uma facilidade operacional ou mesmo uma parte da gestão do seu negócio no que se refere a compra de material gráfico, em especial se esse cliente tiver filiais ou conjunto de lojas ou for uma franquia.

Além disso existe a imensa possibilidade de se criar novas ofertas ao mercado dos mais variados produtos com um enorme potencial de desenvolvimento. Exemplo? Veja a www.mysociallbook.com que transforma em livro suas páginas do facebook para não falar em sites para criação de livros infantis personalizados e muitos, muitos outros.

Enfim, tudo isso para dizer que usar as ferramentas de web-to-print é revestir de tecnologia projetos de vendas e marketing – e não o contrário. Na maioria das empresas gráficas a liderança desse projeto internamente fica, no entanto, entregue ao pessoal de pré-impressão ou pessoal técnico quando, na verdade, quem deveria comandar o  processo seriam pessoas com visão comercial e mercadológica para buscar, descobrir, entender possibilidades de negócio no cliente atual, no cliente a ser buscado ou em nichos específico ainda pouco explorados.

Sabemos das dificuldades de muitas gráficas em criar as competências comerciais necessárias para o mercado de hoje, mas a realidade que pensar só em técnica de reprodução já não é mais suficiente e, nem mesmo, é diferencial. Pensar em cliente, mercado, necessidades e novos produtos e serviços é o que já faz a diferença e o que vai fazer ainda mais no futuro.

Da mesma forma a utilização de uma plataforma de web-to-print deve ser pensada nesses termos. No serviço que estamos agregando à impressão, ao valor que geramos ao cliente no seu uso e nas enormes possibilidades de desenvolver negócios ainda pouco explorados no mercado.

Portanto é preciso criar uma estratégica para ir ao mercado – go to market – como dizem os americanos. Para isso responder as perguntas básicas: o que vou vender, para quem vou vender, como vou vender.

Vou usar o B2C - venda de negócio a consumidor -  ou site de e-commerce se vou buscar vendas abertas ou em um nicho específico. Neste caso, quais as características desse nicho e que necessidades dos clientes vou suprir.

Vou usar B2B – venda de negócio a negócio, ou venda fechada da gráfica a cliente – se vou criar facilidades, facilitações e serviços para clientes atuais.

Enfim, a abordagem mercadológica e comercial vem antes da definição técnica. E como o uso e desenvolvimento das ofertas na plataforma são dinâmicos, manter alguém com essa visão no comando da operação costuma gerar resultados mais imediatos e satisfatórios

Pense nisso!

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Hamilton T. Costa

Website.: www.anconsulting.com.br

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