Repense seu negocio, explore as oportunidades

Repense seu negocio, explore as oportunidades

Avalie este item
(0 votos)
Artigo de nosso amigo eduardo Buck da Canon.
Buck faz uma analogia entre o desenvolvimento de negocios feito por muitas padarias que se transformaram em centros gatronômicos e de conveniência e o desenvolvimento de negócio de gráfico para que revejam seu negócio estratégico.
Vale a leitura.

Tenho participado de vários eventos da indústria gráfica nacional tratando do tema “repense seu negócio”, o retorno tem sido lento, porém positivo. Observo que a maior dificuldade é em acreditar que o modelo de negócio atual, onde o cliente puxa a venda, é a melhor solução, mas tenho certeza que no fundo, os empresários percebem que as vendas estão caindo e algo precisa ser feito.

Neste artigo, gostaria de traçar um paralelo com um segmento de mercado que está em transformação, de antemão esclareço, que não há nenhuma correlação ao produto e sim ao modelo de negócio que vem sendo adotado por muitos patrícios.

Quem não se lembra de como eram as padarias nos anos 1950? O modelo de negócios na época era bastante rústico se comparado com o modelo atual, os consumidores tinham uma pequena variedade de pães, basicamente era a “bengalinha” e o pão francês. No campo de confeitaria, não passavam de 2 ou 3 ítens na prateleira, o meu favorito era o “sonho recheado de baunilha”. Enquanto no bar da padaria, tinhamos alguns produtos elaborados como o “rabo de galo” e outros afins, as cervejas eram no máximo de 2 marcas, importados: nem pensar.

Era uma época difícil, eu sei. Mas os empresários foram se consolidando individualmente assim como a indústria gráfica.

Veja que este paralelo, em termos de atividade profissional é basicamente o mesmo. São empresários individuais e não temos grupos econômicos atuando massivamente.  O que quero explorar neste tópico é a similaridade do esforço familiar na manutenção da empresa e também do parque industrial.

Retornando a área da padaria e confeitaria, atualmente vemos uma verdadeira fábrica de produtos, são tantas variedades que chego a refletir que passaria um mês inteiro sem repetir o cardápio. O que pensar da indústria gráfica?

Quando adentro a uma “nova padaria”, fico pensando... Como os empresários da indústria gráfica podem explorar seu parque de máquinas e serviços? Não tenho dúvida que se pensarmos nesta direção, podemos colher boas idéias, vejamos:

1-     Apresentação: O cliente quando adentra a “nova padaria” tem uma grande variedade de produtos e serviços ao seu dispor.

2-     Fabricação: Os maquinários evoluiram e possibilitaram a produção de novos produtos.

3-     Vendas: Temos multiplos canais de vendas: Internet, venda presencial e por telefone. Em alguns casos até mesmo vendedores externos são empregados para atendimento a grande contas e usuários mais exigentes.

Perguntas:

Você acaba comprando produtos que não havia pensado que precisava?

Observe que a abordagem de venda também tem ação dos atendentes?

Alguns pontos internos tem vendedores em busca de puxar o movimento de produto mais rentável?

4-     Compras: Os produtos base da padaria são similares para grande parte de produtos.

5-     Produtos: Temos uma grande oferta de produtos, reflita que nos anos 1950 vendiamos “bengalinha” e pão francês, hoje, temos produtos que tem maior valor agregado, mas continuam com o trivial;

Temos sessões de comida pronta, semi pronta, congelados, cervejas nacionais e importadas, pizzaria, padaria, confeitaria, mini mercado, área de refeição, etc...

Não podemos esquecer da área de serviços da padaria, esta é uma importante fatia de renda, pois integra produtos e gera valor ao produto final.

6-     Empresários: Continuam na linha de frente, são familiares e passam de pai para filho. O trabalho é arduo, são muitas horas de trabalho por dia.

Finalizando, verifiquei que os empresários de sucesso no ramo de padaria, buscaram apoio de entidades de classe e também o Sebrae. Em entrevista a alguns amigos, informalmente, me confidenciaram que fizeram investimentos na linha de frente da padaria e fizeram plano de marketing e negócios buscando explorar a melhor atividade possível naquele ponto de venda.

Reflita meu caro leitor sobre a padaria em seu bairro que continua vendendo pão francês e “bengalinha”, ainda existem muitos em nosso país... O que está acontecendo com este empresário? Estão felizes? Com a rentabilidade em alta?

O que impede nossos empresários gráficos busquem ajuda? Os novos modelos de negócio estão por aí... Produtos para serem impressos são como produtos da padaria, precisamos puxar as vendas e não ser puxados por consumidores. Nossos clientes não sabem o que precisam, daí nossa força de vendas precisa ser treinada e capacitada para explorar os melhores produtos, os mais rentáveis, mas não se esquecendo do pão nosso de cada dia.

Pense como integrar produtos e serviços para rentabilizar seu negócio; caso queira ajuda, temos várias entidades de suporte tais como ABTG, Gedigi, Senai artes gráficas, consultorias especializadas, dentre outros. Não se esqueça dos pontos de venda, a Internet tem um alcance inimaginável.

Lembro também da famosa caderneta onde anotavamos as compras, esta ferramenta era baseada no conhecimento de parte a parte. Noto que muitos empresários gráficos conhecem como ninguém o seu cliente, sendo assim, valorize este relacionamento e busque dentro de seu próprio cliente as grandes oportunidades que não estão sendo aproveitadas.

Quero ver nossa indústria gráfica vigorosa, rentável e feliz!

Caso queiram comentar este artigo, me enviem por email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Eduardo Buck é colaborador da revista Publish e atua na área de vendas consultivas para indústria gráfica a mais de 10 anos. É gerente de vendas a área gráfica na Canon do Brasil desde 2002.

Ler 51154 vezes
Hamilton T. Costa

Website.: www.anconsulting.com.br

14996 comentários

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.