As novas rotativas Ink jets e os caminhos da impressão digital de alto volume

As novas rotativas Ink jets e os caminhos da impressão digital de alto volume

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nosso artigo publicado na revista Desktop de maio/11

Este ano mal começou e muitas novidades afloraram na área de impressão digital, em especial para a produção de alto volume.  No evento Hunkeler Innovationdays realizado em fevereiro na suíça foi lançada a nova rotativa inkjet da Xerox baseada em tinta sólida, sem agua, e aplicável a qualquer tipo de papel.  É o primeiro passo da Xerox na área do inkjet visando atingir aos mercado transacional, de marketing direto e editorial que mostram franca perspectiva de crescimento. O atendimento a esses mercados com impressão colorida, aliás, é o que vem efetivamente impulsionando o lançamento das novas rotativas como a T400 da HP que acaba de ser anunciada e mostra números robustos. Com bobina de 42 polegadas de largura (106,7cm) e velocidade de até 600 pés minuto. Além disso a HP passa já neste ano a disponibilizar sua rotativas T200, T300 e T350 para o mercado latino-americano conforme anunciado durante o evento Dscoop realizado em fevereiro em Orlando.

O lançamento dessas e outras máquinas rotativas digitais coloridas vai consolidando a tecnologia de inkjet para a produção de grandes volumes aliando velocidade e qualidade. Em termos de impressão a maioria delas atinge o que se chama de “business quality” ou qualidade de negócios, em tese suficiente para a impressão de material transpromo e promocionais e mesmo de boa parte de livros. A impressão equivalente a offset vem sendo anunciada e mostrada nas primeiras impressões, entre outras, da linha Prosper da Kodak.

Essa é uma longa e antiga discussão entre gráficos, desenhadores e fabricantes no que se refere a percepção dessa qualidade. Para muitos o cliente final não chega a  notar grandes diferenças entre a qualidade  “business e a offset” . Para outros, especialmente os impressores, essa diferença é significativa. O que entendo é que dependendo da aplicação ou tipo de trabalho, ou seja, aqueles que não destacam ou não precisam destacar elementos gráficos ou imagens extremamente refinadas realmente o cliente final não a percebe como destoante, exceto se a impressão estiver mesmo muito lavada.

Polêmicas à parte, o mais importante é o crescimento das famílias de máquinas rotativas coloridas que começam a ganhar espaço em termos de produção e trazem importantes alternativas aos mercado citados, criando mesmo novas possibilidades de produções personalizadas ou em tiragens específicas dentro de volumes maiores e mais significativos.  No caso do editorial, por exemplo, área onde os equipamentos HP têm tido uma importante procura, a possibilidade de produção em sequencia de livros coloridos de tiragens entre 3000 e 5000 e, com a nova máquina, possivelmente até 7.000, rouba uma fatia das produções em equipamentos offset de folha acrescentando a possibilidade da personalização por escolas, no caso de sistemas educacionais e outros requisitos de variabilidade.

Esse é um aspecto interessante. Esses equipamentos não concorrem ainda diretamente com as rotativas offset a quente em volume e custo operacional, mas facilitam e ampliam a produção se comparadas a médias e grandes offset de folhas.

No caso do mercado transacional ampliam-se sobremaneira as possibilidades de criação de peças de comunicação mais eficiente com o uso da cor, além, é claro de gradualmente viabilizar mais desenvolvimentos de documentos transpromo com atratividade e mensagens relevantes.

Bom começo de ano nesse campo. Os próximos meses, até a Drupa, prometem muito mais.

 

 

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Hamilton T. Costa

Website.: www.anconsulting.com.br