Marketing cross-media e as oportunidades de mercado para impressos

Marketing cross-media e as oportunidades de mercado para impressos

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Nosso artigo Publicado na revista Publish de Março/2011

Todos sabemos que a Internet vem gradualmente revolucionando a maneira de se fazer negócios em geral, modificando radicalmente a intermediação comercial, a produtividade em muitas indústrias e, em especial, a maneira de se fazer marketing integrado com as redes sociais e os aparelhos móveis como os smartphones e os tablets como o IPad e seus equivalentes. Ainda mais agora com o chamado computador nas nuvens (cloud computing) onde a internet passa ser a plataforma de operação de sistemas operacionais.

Nessa profusão contínua de novos meios não se deve descartar a inclusão e a interatividade que a mídia impressa ainda oferece. Todas as pesquisas feitas nesse sentido mostram que o retorno do investimento de marketing quando envolve parte papel e parte as mídias digitais sobe consideravelmente.  Dissemos interatividade pois com os códigos tipo QR (códigos Quick Response), a RA (realidade aumentada) e as PURLs (páginas pessoais na Internet), é cada vez mais possível ir-se do material impresso ao digital tornando a impressão interativa com o leitor ou o cliente.

Exatamente pelo fato de se estabelecer essa condição onde o material impresso leva o leitor ou cliente a uma interação com a mensagem recebida, se essa lhe for relevante, que estão se desenvolvendo novas aplicações mercadológicas dentro de um guarda-chuva que podemos chamar de marketing de cross-media onde a conexão com o cliente se faz em diferentes mídias, inclusive e com especial atenção à mídia impressa, buscando um verdadeiro diálogo com esse cliente através de regras de negócios estabelecidas nos softwares que tramitam toda essa comunicação.

Como bem afirma Barbra Pellow da InfoTrends dos EUA, a maioria das pessoas hoje estão conectadas todo o tempo sendo atingida por informações por diferentes mídias como a televisão, rádio, celulares, computadores de mesa e, cada vez mais, os portáteis, além da mídia impressa em suas diferentes formas como catálogos, jornais, revistas, folhetos e documentos transacionais especialmente dirigidos. Em função dessa conexão e com a possibilidade do envio de mensagens específicas e relevantes para cada um, o profissional de marketing, diz ela, mais do que pensar em campanhas, deve pensar em criar um diálogo, uma conversação com seus clientes.

Olhando desse prisma, e com as novas tecnologias disponíveis de manejo de bases de dados, impressão variável específica e com o domínio das novas técnicas de marketing online, vem tornando possível a fornecedores de materiais impressos  incorporar essas novas tecnologias, adquirir essas competências, seja de criação, seja do trabalho com dados, seja do manejo de sistemas que ofereçam a seus clientes as medições de retorno e, com isso, criar novas oportunidades de desenvolvimento de negócios com seus clientes.

É evidente que esse tipo de oferta e de negócios envolve um desenvolvimento da empresa para um campo bem além da gráfica tradicional. Essas empresas, em geral, nem se qualificam mais como gráfica em sentido restrito, e se apresentam muito mais como uma geradora de serviços de marketing e, até mesmo, de gerenciadora da logística de parte ou do todo da comunicação mercadológica dos seus clientes.

Não é uma transição fácil para empresas gráficas tradicionais pois isso rompe com os modelos estabelecidos há muito tempo como paradigmas do setor, mas é algo perfeitamente possível se o foco é criar algo de valor do ponto de vista do cliente, aumentar a oferta de serviços e criar diferenciais que, muitas vezes eliminam a concorrência. São empresas como agdirect e Arizona que já fizeram essa transição e outras que estão nesse caminho como a Laborprint, BMK, Print Laser, Procarta e outras do setor transacional que buscam nesse desenvolvimento a oferta de soluções diferenciadas.

É toda uma nova indústria que começa a se formar em torno do marketing de cross-media onde o material impresso, repito, não é o foco único, mas é um componente bastante importante no meio dos outros meios de comunicação

 

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Hamilton T. Costa

Website.: www.anconsulting.com.br

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