Os novos horizontes da impressão digital: uma visão da GraphExpo 2010

Os novos horizontes da impressão digital: uma visão da GraphExpo 2010

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A  feira gráfica GraphExpo  realizada em Chicago no começo de outubro trouxe uma gama de novos lançamentos e anúncios na área de impressão digital mostrando uma evolução interessante e complementando o que foi mostrado na Ipex na Inglaterra em maio e até mesmo na Expoprint aqui no Brasil

Alguns aspectos chamam a atenção: a gradual ampliação dos formatos de impressão e a ampliação da utilização dos cabeçotes de impressão ink-jet trazendo ainda mais versatilidade e novos usos para esses sistema combinados com a impressão tradicional de offsets a folhas ou rotativas. Os cabeçotes Prosper da Kodak com o sistema streamjet, por exemplo,  estão possibilitando a impressão de dados variáveis na velocidade das rotativas convencionais. Por enquanto com aplicações monocromáticas, mas em breve com aplicações a quatro cores o que ampliam enormemente a capacidade de desenvolvimento de novas aplicações e trabalhos. Nessa mesma linha a HP começa a ampliar a oferta de seus cabeçotes lançando o 4.0, os mesmo que abastecem as suas rotativas linha T.

No caso de formatos, a Xerox, por exemplo, anunciou a IGen 4 EXP com um formato de largura máximo de 660mm, um acréscimo considerável em relação aos 571mm das máquinas de hoje que poderão ter esse upgrade. Da mesma forma a Kodak anunciou que também ampliará o formato da NexPress. Puderam ainda ser vistos os modelos de folha do formato B2 (500x707mm) como a ink-jet da Fuji e a confirmação da Screem de uma máquina de mesmo formato.

Por sua vez a HP noticiou  o lançamento da rotativa T350, ou seja, com bobina de 35 polegadas ou 890mm de largura e quem se juntar a sua linha T300 e T200.

Este ano de 2010 foi também rico em termos de novos lançamentos de equipamentos coloridos em folha da Canon, HP Indigo, Konica Minolta, Ricoh, e Xerox. Incremento de velocidade de páginas minuto e mais acabamentos em linha.

Mais aprimoramentos nos workflows existentes permites que novas aplicações sejam desenvolvidas e tragam mais facilidade às empresas em suas utilizações.

Enfim, o que não faltou nesse ano foram novidades e aprimoramentos na área digital mostrando uma tendência irrefutável de que com o aumento da competição de mídias, o material impresso continua sendo uma parte ainda relevante.  Ao mesmo tempo que se adapta as novas necessidades dos usuários que requerem cada vez mais rapidez de resposta, flexibilidade e variação de tiragens que complementam suas comunicações.

Ainda que as offsets continuem a evoluir do ponto de vista de velocidades de acerto, automação e acabamentos em linha, o crescimento da tecnologia digital amplia significativamente a capacidade das empresas gráficas que possuem os dois processos a se ajustarem com eficácia as novas demandas dos clientes.

Como sempre reiteramos em nossas apresentações, artigos e consultoria direta às empresas, junto com esse desenvolvimento tecnológico também tem que vir o repensar na forma de atender aos clientes e de como gerar demanda a partir do entendimento de suas novas e reais necessidades.

Não basta ter a nova tecnologia. É preciso adquirir também uma nova mentalidade de negócio e de oferta de valor. Nesse aspecto não faltam oportunidades. Faltam, sim, mais iniciativas e conhecimentos alem da técnica. Não se falou em outra coisa nos seminários e apresentações ocorridos na feira de Chicago.

 

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Hamilton T. Costa

Website.: www.anconsulting.com.br

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