A cara da Nova Gráfica: uma visão da Ipex 2010

A cara da Nova Gráfica: uma visão da Ipex 2010

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Já faz algum tempo que cunhei, durante palestras e artigos, a expressão “a nova gráfica” para designar como empresas gráficas estavam inovando seu modelos de negócio, produtos e serviços para atender às novas necessidades de comunicação e redução de custos de processo dos seus clientes. O uso das aplicações em impressão digital sempre foi importante como indicação de caminhos e possibilidades e, em especial, nos projetos de inovação abertos pela tecnologia digital.
A Ipex 2010, realizada no final de maio, me fez lembrar essas colocações e mostrou de vez que o processo de mudança que vimos no setor gráfico nos últi- mos 10 anos caminha a passos largos para a consolidação dos processos automatizados, repetitivos e controlados por um lado e, de outro, mostra as amplas possibilidades de criação de comunicações interativas entre os meios físicos e digitais. Para muitos, a última Drupa foi um verdadeiro choque ao mostrar essas tendências. A Ipex somente demonstra que os protótipos da Drupa já estão na rua e irão gradualmente mudar a cara do setor, ainda que de forma um pouco mais lenta nos países emergentes, como o Brasil.
Vejamos: nesta Ipex, 70% do espaço ocupado estava relacionado ao digital, recorde em feiras desse porte. A demonstração das máquinas inkjet em folhas e rotativas mostra claramente os caminhos da velocidade e qualidade dos impressos. Até mesmo a Xerox que tem a maior linha de equipamentos, todos em base toner, anuncia sua primeira rotativa inkjet. Esses equipamentos são os que têm maior potencial para o crescimento da impressão digital em maiores volumes, sejam de livros, jornais, revistas, transpromos e materiais promocionais - reunindo ainda benefícios como ajuste imediato e baixa agressão ao meio ambiente, tendendo a dominar boa parte do mercado de offset. A melhora gradual e constante dos wokflows gráficos e dos softwares de gestão, com uma sincronização cada vez mais ampla através da Internet, aliado às diversas plataformas de web-to-print, é outro caminho sem volta que altera os fluxos e comandos de trabalhos da gráfica, definitivamente incorporando os clientes nos seus processos. A automação dos equipamentos offset, folhas ou rotativas, - e mesmo da flexografia - torna esses equipamentos cada vez mais rápidos em quesitos como acerto e integração com o acabamento - seja em linha ou não - completando o quadro que permite mostrar a “cara” da nova gráfica. É evidente que o setor gráfico é muito diversificado. Cada segmento, como a produção de embalagens, promocionais, rótulos, transacionais etc., tem suas características e soluções próprias.
Mesmo assim, diante da evolução tecnológica, reiteramos, o que defendíamos há algum tempo: a nova gráfica, diferente da tradicional, é cada vez mais flexível, mais conectada ao cliente e mais digital.
Ela se ajusta mais rapidamente às novas demandas e necessidades que representam valor para seus clientes, por isso, é mais flexível. Seus processos se integram aos processos dos clientes, reduzindo custos; por isso, é mais conectada. Suas interfaces são eletrônicas e acessíveis a partir de qualquer lugar, por isso, é mais digital.
Com isso, altera-se o modelo tradicional de cotação, ocupação de máquina e resultado. Ela passa a gerar valor junto com o cliente, aumentando gradualmente esse valor através do crescimento orgânico de ambos pela experiência positiva gerada no cliente final.
De forma resumida, essa é, enfim, a cara da nova gráfica. A Ipex só reforçou os traços.
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Hamilton T. Costa

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