Inkjet de Produção na Drupa 2016 - artigo 3 - Landa e sua tecnologia Nanographic Printing (parte 1)

Inkjet de Produção na Drupa 2016 - artigo 3 - Landa e sua tecnologia Nanographic Printing (parte 1)

Inkjet de Produção na Drupa 2016 - artigo 3 - Landa e sua tecnologia Nanographic Printing (parte 1)

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Seguimos na publicação dos artigos que traduzimos de David Zwang recém publicados no WhatTheyThink com explicações detalhadas das principais tecnologias de inkjet de produção que estarão expostas na drupa deste ano.

Neste artigo, em duas partes, David olha para Landa, a tecnologia Nanographic Printing®, incluindo os novos desenvolvimentos e ofertas na preparação para a drupa 2016

By David Zwang

Published: March 29, 2016

Foi há quase 4 anos atrás que Benny Landa excitou a multidão na drupa 2012 com sua mais recente aventura, a Landa Digital Printing, empresa focada na nova tecnologia chamada de Nanografia. Para aqueles como você que não estão familiarizados com Benny Landa, ele revelou a primeira impressora digital em 1993, lançou a Indigo em 1997 e, na sequencia, vendeu a empresa para a HP em 2001. Depois de venda Benny mudou seu foco para a pesquisa em nanotecnologia e como ela poderia ser usada para criação de energia. Como resultado de suas pesquisas e com seu conhecimento de tecnologias e processos gráficos, ele percebeu que também poderia desenhar um processo de impressão usando nanotecnologia. A partir disso ele começou um desenvolvimento em profundidade com a meta de criar um processo de impressão digital e  uma impressora que poderia finalmente substituir a impressão offset com qualidade e eficiência igual ou melhor e equiparar o nível de custos estabelecido pela offset em grandes tiragens.

Como esse novo desenvolvimento tinha a tecnologia de inkjet de produção como seu centro, embora com uma abordagem exclusiva, ele escolheu a drupa de 2012 como o local para sua apresentação. Era, sem dúvida, o lugar e o tempo certo.  A massa estava excitada e aproximadamente 400 empresários se alinharam para comprar uma carta de intenção para o primeiro lote de impressoras que sairiam de sua linha de produção. Naquela época escrevi um pouco sobre esse lançamento here and here, mas esperei um pouco até que mais detalhes estivessem disponíveis.

As impressoras mostradas naquele evento, baseadas nessa nova tecnologia, eram esperadas para ser entregues a partir de 18 meses do evento, embora isso nunca tenha acontecido. A equipe de Landa percebeu que seria necessário um esforço muito maior do que o esperado por qualquer um dessa experimentada equipe. Havia uma distância muito grande entre o conceito e a execução. Eles perceberam que quando você está forçando os limites na ciência de materiais, taxas de dados, taxas de jateamento, velocidade, qualidade, etc., há um monte de partes móveis que necessitam ser adequadas. Portanto, ao invés de entregar produtos, eles retornaram aos laboratórios em Rehovot, Israel, para adequar problemas pendentes e usar o feedback que receberam na drupa e nas subsequentes visitas que fizeram em cerca de 150 empresas gráficas em todo o mundo para refinar o desenho funcional. Nesse meio tempo a Landa Digital Print também recebeu um outro investidor, o Altana Group, para ajudar financeira e tecnicamente. Enquanto a tecnologia básica que será mostrada na drupa 2016 ainda é a mesma que a da drupa 2012, houve muitas mudanças nos produtos nos últimos quatro anos e há muito mais para se falar agora.

A Nanotecnologia Landa

Como esse é o centro da tecnologia de impressão, é o melhor lugar para se começar. Se você vem seguindo meus artigos sobre Inkjet de Produção, agora você sabe que há obstáculos significantes a serem ultrapassados de forma a alcançar a meta principal de substituir a offset. Provavelmente o maior desafio é conseguir a aderência da tinta e assenta-la no topo da superfície da mídia. Claro que o maior problema é que a tintas de inkjet tem como componente um liquido transportador, que pode ser água ou com base em solvente. Até o momento temos visto fabricantes de impressoras com principal foco na preparação da mídia, ou através de tratamento na fabricação da mídia ou como um pré-tratamento como um verniz spot ou fluido aplicado em linha no equipamento de impressão. Ou no caso de tintas solventes, usando luz UV e/ou calor para evaporar os líquidos e rapidamente assentar a tinta na mídia.

A outra questão é velocidade, especialmente para impressão em folhas. Atualmente, as impressoras inkjet de produção com alimentação de folhas podem alcançar até 2700 folhas por hora como no caso da Fujifilm 7205 em modo de qualidade ( que será coberta em futuro artigo). O desafio aqui é que todas as impressoras inkjet de produção de folhas atualmente no mercado borrifam gotas de tinta diretamente na superfície da mídia conforme ela passa por suas cabeças. Primeiro de tudo imagine tentar conseguir gotas de agua caírem em um ponto exato de uma mídia em movimento. Especialmente quando essas gotas são muito leves e há um fluxo de ar criado entre a mídia em movimento e as cabeças de impressão. E se você adicionar o ar empurrado pela extremo frontal de cada folha a essa mistura você verá que é ainda mais complexo com papel cortado do que tentar faze-lo em uma bobina de papel. Ainda mais quando a tinta aterrissa no papel e é absorvida por ele, o que afeta a qualidade e a secagem da impressão.

Inkjet

O processo da Landa Nanographic Printing®  foi desenhado para resolver essas questões e o faz de uma forma muito criativa. Ela começa com uma versão especialmente desenhada da Fujifilm Dimatix SAMBATM   com cabeças de impressãopiezzoelétricas drop on demand (DoD), tecnologia de fabricação Fujifilm MEMS que permite a cabeça receber resoluções de 1200 x 1200 dpi com 4 níveis de escala de cinza. Para relembrar, MEMS é um termo geral que se refere a tecnologias que são usadas para criar estruturas mecânicas e eletrônicas tridimensionais sobre substratos de silicone em nível de micrômetro. Pela aplicação dessas tecnologias e peças às cabeças de inkjet, ela torna possível  conseguir bicos de inkjet que atuam com grande precisão e densidade e na fabricação de cabeças de inkjet que são estáveis tanto mecânica quanto quimicamente.  As cabeças Fujifilm Dimatix liberam um tamanho de ponto de 2 picolitros, o que faz ter uma aparência de impressão mais suave e mais parecida com a offset. O tempo de vida previsto das cabeças é atualmente estimada em dois anos ou mais; elas provavelmente vão exceder a isso, mas ainda é um pouco cedo para saber. Outros fabricantes usam versões das cabeças SAMBA em seus sistemas de imagem, incluindo a Fujifilm e a Heidelberg Fire, mas é onde qualquer similaridade no processo de imagem termina.

A tinta para esse processo foi desenvolvida e fabricada em Israel pela Landa Digital Printing e será entregue de forma concentrada para diminuir custos de empacotamento e transporte. Enquanto a maioria dos fabricantes de inkjet usam moagem de pigmentos em suas tintas nesse ponto, Landa explica que essa é a qualidade e vantagem singular da Landa NanoInk®. No curso de uma década de pesquisa, Landa observou que os pigmentos de tinta, quando reduzidos a distribuições estreitas em uma escala nanométrica, se tornam, de forma não usual, potencialmente corantes  Na base de sua descoberta, os corantes Nanoink são usados como centro do processo da Landa Nanographic Printing® . A Landa Nanoink contém partículas de pigmento ultra pequenos que são dezenas de nanômetros em tamanho. Em comparação, uma tinta offset de boa qualidade tem um tamanho de aproximadamente 500 nm – pelo menos dez vezes maior. Nanoink é à base de água e não agressiva ao meio ambiente.

Landa Fabricará impressoras de alimentação por folha configuradas com quatro cores (CMYK) com um gamut que alcança cerca de 80% da abrangência do Pantone® . Ela pode ser configurada para até sete cores (CMYKOGB)  que alcança cerca de 93% da abrangência do Pantone. A rotativa W10 terá a tinta branca como opção trazendo um total de 8 cores para essa máquina.  As impressões Nanoink são desintintadoras de acordo com o padrão alemão INGEDE. Como uma das áreas foco da tecnologia é embalagem, Landa assegura que as tintas estão de acordo com a regulamentação da FDA e EU para contato indireto com alimentos  e com o PadrãoGlobal  BRC/IOP para embalagens e materiais de embalagens, entre outros.

Tranferencia Offset

A Landa usa uma abordagem de imagem singular, jorrando a tinta sobre uma blanqueta de transferência aquecida, secando a tinta na blanqueta e então transferindo a imagem seca para a mídia. Sim... isso soa como impressão offset. Realmente esse processo offset com impressão digital é algo com que Landa está bem familiarizado, considerando que está no centro do modelo de imagem  do desenho original da Indigo. Ao jorrar a tinta sobre uma blanqueta de transferência especialmente desenhada, ele é capaz de superar as principais questões que descrevi: a inabilidade da aderência da tinta de inkjet em uma ampla variedade de superfícies de mídias, e a limitação de velocidade experimentada por outros fabricantes de equipamentos de alimentação por folha de inkjet de produção.

O processo é simples de entender, mas, como ele descobriu, muito mais difícil de desenvolver. Primeiro, cada cor de tinta é injetada sobre a blanqueta de transferência. Secar significa que o ar quente remove toda a água e deixa um filme seco de polimérico ultra fino (500 nanometros) da imagem a ser impressa. E ao ejeta-la na esteira continua ela supera a questão da turbulência do ar criada pelo movimento da mídia, permitindo o aumento das velocidades de impressão. A imagem então é transferida sobre virtualmente qualquer papel ou plástico sem penetrar na superfície. A imagem instantaneamente gruda na mídia e cria uma camada laminada resistente a abrasão sem deixar qualquer resíduo na blanqueta. Como não há agua nesse ponto e a imagem pode grudar a qualquer mídia, a alta cobertura de tinta tampouco tem o problema experimentado pela inkjet de produção convencional.

O seguinte vídeo faz um grande trabalho mostrando o processo Nanográfico em detalhes.

 

Melhorias de Qualidade

A qualidade de impressão também é afetada por esse processo porque não há penetração na superfície como na inkjet convencional ou na offset. Isso permite um nível de claridade e detalhes não disponíveis em nenhuma dessas tecnologias, independente da resolução.

A seguir vemos algumas comparações de ponto 

offset

Comparação com o Inkjet Convencional

inkjet uncoated

inkjet coated

Como se pode ver, há uma  nitidez distinta nos pontos nanográficos que se traduzem em linhas mais definidas, imagens claras com detalhes mais visíveis e, talvez, com um maior contraste de impressão. O sistema suporta screening AM e FM.

Na parte dois deste artigo sobre Landa, entraremos em detalhes sobre o sistema de transporte, as configurações das impressoras, o DFE e a nova e interessante tecnologia de metalização que Landa anunciou há poucas semanas.

 

Sobre o David: 

David Zwang

David Zwang é consultor norte-americano, trabalhando com otimização da produção, planejamento estratégico, análise de mercado e servicos relacionados. Seus clientes incluem gráicas, fabricantes, varejistas, editoras, premedia e agências do governo americano 

 

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Hamilton T. Costa

Website.: www.anconsulting.com.br

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