PrintPromotion

Hamilton T. Costa

Hamilton T. Costa

Website URL: http://www.anconsulting.com.br Email: Esta dirección de correo electrónico está siendo protegida contra los robots de spam. Necesita tener JavaScript habilitado para poder verlo.

(publicado na Revista Abigraf 303).  

 

 

 

 

 

 

Em 2019, a Volkswagem e a Amazon Web Service  (AWS) anunciaram um acordo plurianual para a construção de uma plataforma digital de produção digital, chamada de VW Industrial Cloud para conectar e gerenciar a plantas da montadora alemã e toda sua rede de fornecimento.

 A nova plataforma, segundo a notícia divulgada no site Business Insider, integrará os dados de mais de 30.000 instalações, incluindo as 122 fábricas e 1.500 parceiros de sua cadeia de suprimentos. O objetivo é usar a computação nas nuvens da AWS e os serviços de Internet das Coisas (ioT) para aumentar a eficiência das fábricas, melhorar a flexibilidade de produção e incrementar a qualidade dos veículos.

Um autêntico exemplo de aplicação das chamadas tecnologias habilitadoras da indústria 4.0 que passam pela integração de sistemas, robotização, IoT, computação nas nuvens, entre outras. Algo que vem sendo maciçamente difundido nos últimos anos e que começamos a ver na prática seu desenvolvimento.

As plataformas digitais, por definição, são aplicações tecnológicas que permitem a integração entre diversos participantes, juntando interesses e pessoas. É a criação de um ambiente onde compradores e vendedores, ou usuários e fornecedores de serviço interagem e completam transações. É como opera o Uber, o Airbnb e todas a principais empresas de tecnologia. É o chamado modelo de plataformas, ou a Economia de Plataforma. Modelo onde operam a Apple, o Google, a Amazon e tantas outras. E na qual já estamos inseridos no nosso dia a dia através dos serviços que ordenamos via digital.

Com todo o processo de transformação digital que gradualmente vão passar (imagina-se) ou já estão passando as empresas, a participação em plataformas será cada vez mais uma realidade nos seus sistemas operacionais e de comercialização. Alias, bem além disso. Ela ultrapassa a questão da comunicação e de vendas e entra na interação na construção e fabricação de produtos e da prestação de serviços.

As plataformas digitais também vêm permitindo o desenvolvimento do que se convencionou chamar de Economia Compartilhada. Por definição um sistema econômico baseado na troca, reutilização, compartilhamento e acesso a produtos, serviços e conhecimento. É um compartilhamento de recursos humanos, físicos ou mesmo intelectuais. E que também geram novos negócios, como o Waze que usa dados e alertas de tráfego compartilhados pelos usuários. Outra forma é o desenvolvimento de marketplaces, onde pessoas e empresas podem compartilhar produtos e serviços dentro de interesses comuns.

Outro modelo econômico que vem crescendo exponencialmente é a chamada Economia de Assinatura. É a contratação por meio de assinatura mensal, semestral ou anual de serviços e produtos. É como pertencer a um clube. Clube do vinho, clube de filmes ou conteúdos como o Netflix ou o Globoplay, clubes de comida, de meias e cuecas...de tudo enfim.

Enfim, há hoje toda uma nova disposição econômica baseada em novos modelos de negócio, em geral proporcionados pelas crescentes aplicações digitais, que vem gerando novos mercados, novos negócios e novas possibilidades de crescimento.

É, sem dúvida, um novo mundo que se abre para quase todos os setores econômicos.

Sendo assim, onde nosso setor pode tirar ou está tirando proveito disso? Será mesmo que o mundo gráfico se enquadra nesses novos conceitos e aplicações? Um setor tradicional e, que, segundo muitos digitólogos, fadado a desaparecer frente ao mundo digital?

Pois bem, eu não tenho dúvidas que tirará proveito sim.  Mais do que podemos, devemos incorporar esses novos conceitos aos nossos negócios. E o mais urgente possível. Como diversas empresas gráficas ou seus fornecedores já estão fazendo. Entrando no bojo do processo de transformação digital que, obrigatoriamente, todos terão que passar. Ou não sobreviverão.

Começo com a questão das plataformas. Primeiro, não há possibilidade de atendermos as novas demandas de mercado sem estar atrelado a alguma plataforma operacional. .

Claro, ainda há muitas empresas na base da planilha excel ou até menos do que isso. Mas falo de uma demanda que é cada vez mais exigente em termos de prazos curtos e soluções imediatas, buscando o melhor custo benefício (o que para muitos representa o menor preço). E para atender a isso a resposta deve ser dada na hora. O que já acontece com que tem ofertas digitais via web-to-print, por exemplo.

Para se preparar para esse básico a empresa tem que cumprir o que chamo de fundamentos. Ou seja, ter um sistema de custos, um sistema de orçamento e uma base de planejamento e controle de produção. Além de um sistema de qualidade que corresponda ao exigido e nas possíveis repetições do trabalho. A junção disso é um sistema operacional digitalizado que mantenha a base da operação sob controle. Um ERP. (entreprise resource planning)

Junta-se a isso a questão de gestão do processo onde o PCP e os controles de produção sejam interligados gerando relatórios de produtividade e utilização de material. Na terceira parte integra-se um sistema de controle de estoques, emissão de notas fiscais e controles de contas a pagar e a receber. Enfim, nada muito além do que a maioria já sabe e já opera.

A questão começa quando se desenvolvem serviços adicionais aos clientes e que exigem outras plataformas que oferecem e gerenciam esses serviços. Sejam serviços de facilitação de compras, como no citado web-to-print, tanto na modalidade B2C (aberto ao mercado alvo) quanto, e especialmente, nos modelos de B2B com sites fechados para os clientes via contrato onde este pode especificar o trabalho, personalizar e acompanhar a produção.

Além disso há empresas que desenvolvem plataformas para uso do cliente, como a Visto da Arizona que permite aos executivos de marketing dos clientes gerenciarem suas campanhas e acompanharem resultados. Ou a da More Vang, dos Estados Unidos que permite aso clientes criarem suas campanhas online e impressas diretamente em sua plataforma.

Essa integração com os clientes é outo caminho que se ampliará, tendendo ao infinito. Os próprios ERPs com a incorporação de Inteligência Artificial já começam a se comunicar com eles e obter sua satisfação ou não sobre o trabalho realizado e até mesmo contatar seus fornecedores de papel e colocar um pedido.  O sistema Twist, feito no Chile, já faz isso. A cada trabalho um email é enviado ao cliente. Se sua resposta é positiva um emoji de uma carinha sorrindo acompanha os próximos trabalhos desse cliente em todas as etapas da produção. Caso o cliente tenha reclamações, um emoji com uma carinha de mau humor segue junto com os trabalhos. Ao se clicar nela vê-se o que aconteceu com o cliente e suas reclamações, para que os operadores possam tomar providências já no trabalho seguinte.

Essa interação interna-externa será cada vez mais comum e ditará o comportamento da produção – e da gráfica - face as demandas dos clientes.

No mesmo sentido a plataforma, a partir da ordem serviço, checa o estoque e, caso necessite, já emite uma ordem de compra do material, de acordo com contratos previamente estabelecidos. Pois é.

Já nas aplicações possibilitadas pelo que descrevemos da economia compartilhada, há caminhos que podem possibilitar bons negócios na utilização ou mesmo na oferta de marketplaces. Uma imensa loja virtual que reúne ofertantes que compartilham seus produtos e serviços a consumidores e usuários. Tome-se o caso da ELO7 um marketplece de extremo sucesso que proporciona ofertas a quem procura artigos de decoração, festas, casamentos, artesanatos e coisas afins. Dezenas de impressores participam oferecendo produtos como convites, material de festa infantil, material de decoração e por aí vai.

A oportunidades na criação de marktplaces, o que é claro, algo mais difícil, mas que está em gestação em algumas empresas gráficas que buscam criar um ambiente que reúna diversos interessados em um tema como celebrações, por exemplo. Além das ofertas específicas da gráfica, há a possibilidade de se ter ofertas de parceiros coadjuvantes com bufês, músicos, designers, decoradores e um mundo de outras coisas. Uma espécie de ELO7 mais focado. Mais não posso dizer.

Citei também acima o crescimento da chamada economia de assinatura. Também chamada de economia associativa. Nos Estados Unidos de subscribe ou mesmo subscription. Os termos ainda estão se formando, mas ela já se mostra poderosa como modelo de negócios.

Primeiro vamos ver o seguinte. Há todo um movimento econômico vindo de empresas industriais na busca da transformação de produtos em serviços. Ou, explicando melhor, na geração de serviços as clientes a partir da base de produtos das empresas. Há, pode-se dizer, uma concorrência cada vez maior em cada tipo de produto. Basta ver os diferentes modelos de automóveis por categoria ou as inúmeras variedades de pães de forma, para ficar em algo mais trivial.

Agregar serviços aos produtos implica ampliar a relação com os clientes, aumentar as chances de faturamento ao se agregar funções que representam custos aos clientes ou mesmo criar novas capacitações que fidelizem os clientes aos produtos oferecidos.

É o caminho que gigantes mundiais fizeram e estão fazendo. A IBM é um exemplo típico. De produtora de mainframes e computadores pessoais para uma gigante de serviços e inteligência, como o Watson.

Quem acompanha meus artigos já sabe que falo disso há anos.

Pois bem. Ao se transformarem em serviços, a sua distribuição pode-se dar em diferentes formas, distintas das vendas originais que exigem a transferência de posse e grandes estruturas comerciais.

Com a transformação digital em curso, muitos desses serviços podem ser compartilhados e divididos em um maior número de clientes que passam a pagar valores acessíveis e de mais fácil aceitação, suprindo suas necessidades e oferecendo experiências e utilidades. Como na oferta que a Amazon faz para seus sócios prime.

No caso do setor gráfico vemos o crescimento desse modelo já há algum tempo, principalmente vindo dos fornecedores do setor. Já era um modelo adotado pelos fabricantes de impressoras digitais, seja nos contratos de aluguéis a grandes empresas, seja nas impressoras digitais colocadas em linhas de produção gráficas.

No entanto o caso mais emblemático, nesse sentido, é o da Heidelberg que passou a ofertar, desde o ano passado, sua offsets cobrando por folha impressa, não pela transmissão de posse do equipamento.

Calcada em uma forte prestação de serviço através de consultorias que determinam os níveis de produtividade que a gráfica pode alcançar com a otimização do processo e a automação da produção. Com base nisso o pagamento por folha impressa passa a ser um ganho em relação a produtividade alcançada.

Os sistemas operacionais em grande parte já são oferecidos de forma digital, nas nuvens. Não há mais necessidade da gráfica ter seus próprios servidores para acolherem esses softwares com antes. Em função disso as instalações se tornaram mais baratas e os serviços são cobrados em valores mensais.

Todos os softwares SaaS (software as a service) usam esse modelo. São as instalações de web-to-print, por exemplo.

Na outra ponta começam a surgir ofertas de produtos impressos que usam esse modelo. Na área editorial há alguns casos de sucesso que merecem ser mecionados.

É caso da TAG Editorial. É um clube de livros que tem uma curadoria especial. Um autor renomado faz a escolha do livro do mês que é uma surpresa para que vai recebe-lo. Fora isso o embalamento e todo o material que compõem o pacote que chega nas mãos do cliente é especial, atrativo e que aumenta sua experiência positiva. As tiragens dos livros mensais passam dos 60.000. Muito acima dos livros comuns que mal chegam a 1.000 exemplares vendidos.

Na área infantil a Leiturinha também segue esse modelo. Em função da faixa de idade da criança, um livro é entregue mensalmente. Um sucesso.

Pois bem. As novas economias vão surgindo no bojo da transformação digital. São novos modelos de negócio que propiciam ampliações de mercado e a construção de novas ofertas que encantam os clientes que nunca foram tão exigentes como agora.

São modelos que estão a disposição de empresas gráficas que sabem mover-se além do tradicional e que buscam alternativas que aumentem o valor agregado aos seus clientes e as coloquem adiante, muito adiante, da simples reprodução de originais, seu negócio básico.

Que tal conhecer esses novos modelos e começar a participar dessas novas economias? Ou ficar assistindo concorrentes seus prosperarem sem se entender exatamente o porquê.

 

 

 

No meio de toda essa discussão jurídica sobre a fusão Xerox Fuji, a empresa lança um novo interessante equipamento com simulação de cores metálicas. Bem interessante.

Veja o anuncio e fotos:

 

Iridescent Colors and Specialty Embellishments Never Seen Before in Digitally Printed Pieces Now a Reality

 

New Xerox production press creates striking CMYK, rich metallics and iridescent special effects

 

A nova impressora de produção da Xerox cria impressionante CMYK, metálicos ricos e efeitos especiais cintilantes

 

 

A empresa que inventou a copiadora, a impressão a laser e sob demanda está anunciando mais uma novidade -  uma máquina colorida de alta velocidade e seis estações, que combina impressão em quatro cores (CMYK) com até outros dois toners especiais em uma única passagem. A Xerox Iridesse ™ é o único equipamento digital que consegue imprimir utilizando toner metalizado, ouro ou prata, tintas CMYK e Clear toner, oferecendo aos fornecedores uma vantagem competitiva imediata no crescente mercado.


"A Iridesse é capaz de fazer coisas que nenhuma outra impressora faz, mas é o que ela pode proporcionar aos nossos clientes, que é o mais importante", disse Ragni Mehta, vice-presidente de Negócios em Folhas Soltas da Xerox. “Criamos a impressora para produzir esses efeitos especiais e aprimoramentos digitais de maneira econômica e em um fluxo de trabalho simplificado, para que nossos clientes possam aproveitar a oportunidade de mercado e expandir seus negócios.”

 

A Iridesse elimina a necessidade de várias impressões e de processos, geralmente necessários para o aprimoramento de impressão, aumentando a capacidade e os lucros para os clientes. De acordo com a Keypoint Intelligence-InfoTrends, o investimento em um equipamento com essas funções pode resultar em um rápido retorno do investimento, já que as margens de lucro dos fornecedores de serviços de impressão, com tais efeitos, podem aumentar de 50% a 400%.

 

“A capacidade de impressão em uma única passagem da Iridesse, a automação de fluxo de trabalho para incorporar efeito metal e verniz, combinados com a tecnologia de controle de qualidade em tempo de execução, é um diferencial para a Xerox e pode oferecer aos fornecedores uma vantagem competitiva”, disse Ron Gilboa, diretor de produção da Keypoint Intelligence.

 

Com duas estações de toners especiais, os clientes podem criar aplicações lucrativas com cores exatas, gradientes e mistos metálicos e aprimoramentos especiais. Os toners metálicos, ouro e prata podem ser usados sozinhos ou em camadas abaixo ou acima de CMYK para criar paletas cintilantes únicas. Uma camada de Clear toner pode ser adicionada para um toque extra de dimensão ou textura.

 

Sem designer, sem problema


Os fluxos de trabalho pré-construídos do Xerox FreeFlow® Core permitem que os fornecedores, automaticamente e seletivamente, transformem texto e gráficos para imprimir ouro e prata sem editar os documentos de origem. Isso simplifica a melhoria de aplicativos existentes com aprimoramentos e alto valor.

 

Imprimindo em velocidades de até 120 páginas por minuto, a impressora pode produzir em papéis de 52 a 400 g/m². Recursos adicionais de impressão incluem:

 

  • O processo do Toner de alta definição (High Definition Emulsion Aggregate ou HD EA) resulta em um tamanho de partícula ideal para oferecer um brilho mais baixo, tons suaves e detalhes finos de forma mais consistente.
  • O Servidor de Impressão Xerox EX-P 6 da Fiery® permite que os clientes criem fluxos de trabalho personalizados para aplicativos metálicos com recursos avançados de RIP e ferramentas de gerenciamento de cores.
  • Duas opções avançadas de Alimentadores de Alta Capacidade, Bypass e Insersor permitem que os clientes executem até oito diferentes papéis em um único trabalho ou execuções com um total de 12.500 folhas.
  • Estão disponíveis várias opções de acabamento, incluindo o novo Xerox  Vinco e Corte frente e verso, que cria uma dobra de vinco resistente e confere aos livretos uma margem de qualidade superior quando utilizados com os módulos Xerox Produção Profissional de Livretos e o Xerox Corte e Lombada Quadrada.

 

 

Disponibilidade:

 

A Iridesse está disponível para pedidos a partir de 9 de maio de 2018. Verifique com o representante de vendas local a disponibilidade regional.

 

 

 

 

 

 

nosso artigo na Revista Abigraf 292 - dezembro/17

Jeffrey Immelt, presidente do conselho da GE, em recente entrevista à revista Exame ( https://exame.abril.com.br/revista-exame/por-que-a-ge-mudou-o-jeito-de-trabalhar-de-300-mil-funcionarios/ ) pontuou “queremos ser uma empresa industrial proeminente. E para ser uma empresa industrial relevante no século atual é preciso ser uma empresa de tecnologia ao mesmo tempo.....partimos do principio de que queremos uma empresa com escopo mais aprofundado, e não mais amplo. Queremos que a companhia consiga ir mais fundo na relação com os mesmos clientes e entregue mais do que apenas equipamentos”. 

nosso artigo na Revista Abigraf 291 - outubro/17

Entre setembro e outubro deste ano duas publicações chamaram minha atenção: o novo livro do Dr. Joe Webb e Richard Romano de nome The Third Wave ou Terceira Onda e a pesquisa liberada pelo Two Sides chamada Print and Paper in a Digital World ou Impressão e Papel em um Mundo Digital. Passo a comenta-las.

Lunes, 15 Enero 2018 16:25

Como a inovação realmente funciona

http://hbrbr.uol.com.br/como-a-inovacao-realmente-funciona/

Interessante artigo sobre implementação da inovação em empresas e suas gestão, como um pipeline de vendas:

Vendas e Marketing já foram áreas governadas pela emoção. Mas em algum momento da história, percebemos que estavam baseadas em pipelines (sistemas de gerenciamento de informações) definíveis e em tecnologias aplicadas para gerenciá-los. Hoje em dia é possível posicionar o dashboard de uma empresa para gerenciar os pipelines e fazer ajustes com o intuito de melhorar seus resultados.

E se aplicássemos o mesmo raciocínio no campo da inovação? Afinal de contas, a inovação, assim como marketing e vendas, é um pipeline: de um lado entram os conceitos e noções brutas, de outro saem as ideias que podem ser transformadas em ações e fazer o negócio prosperar. Em posse das tecnologias corretas, seria possível gerenciar esse pipeline da mesma forma que se gerencia um pipeline de vendas?

Nossas pesquisas mostram que é possível.

Um de nós, o Dylan, analisou dados de 154 empresas de capital aberto relativos a cinco anos, cobrindo um total de 3,5 milhões de funcionários que utilizaram um sistema de gerenciamento de ideias chamado Spigit. Para os milhões de funcionários dessas empresas, o sistema de gerenciamento de ideias funciona de maneira similar ao Facebook — as pessoas postam ideias, recebem votos, dão ou respondem a um feedback e transformam as ideias em inovações que afetam o desempenho da empresa. As equipes de inovação dessas empresas utilizaram essas informações para rastrear e processar todas as ideias e descobrir se as empresas comprometeram-se a colocá-las em prática. Algumas empresas usam esse software para implementar inovações; outras desenvolvem novos produtos; e outras ainda estão em busca de eficiência e economia de custos.

Uma vez introduzida a inovação em um sistema como esse, pode-se rastrear tudo. Saberemos quantos desafios relacionados à inovação as empresas estão enfrentando, quantas pessoas estão sugerindo novas ideias e quantas ideias elas sugerem. Sabemos quantas pessoas estão contribuindo de outra forma — votando ou fazendo comentários, por exemplo. E também sabemos quantas ideias sobrevivem até a fase final, isto é, o ponto onde a gerência da empresa determinará quais devem ser investigadas mais a fundo. Usamos uma regressão linear para analisar cada medida em potencial que o sistema inclui ao longo de três meses, período que o sistema estava ativo dentro da empresa.

Mas o que descobrimos analisando todos esses dados foi que a inovação é realmente uma ciência. E, surpreendentemente, as variáveis que fazem com que um programa de inovação obtenha sucesso independem de a empresa estar em busca de inovações revolucionárias ou adicionais. Não importa se querem inovações no processo ou em produtos, em qual setor encontra-se a empresa, nem mesmo, na maioria das vezes, se a empresa é grande ou pequena.

Miércoles, 03 Enero 2018 12:10

5 tendências de marketing para 2018

publicado na Adnews em 2/1/18

autor: Por Artigo de Daniel Hoe, diretor de marketing da Salesforce para a América Latina

 

Marketing é uma disciplina em constante transformação. Em tempos de quarta revolução industrial, o impacto do digital e da tecnologia possibilita o "santo graal" da personalização em escala e do conhecimento profundo do cliente. Trabalhamos junto com a Salesforce Research (a área de pesquisa da Salesforce) para identificar as principais tendências de marketing para 2018.

O futuro do marketing é contextual
Publicidade é desenhada para distrair o consumidor e tentar desta forma capturar a sua atenção. Contexto vai na direção oposta e procura se alinhar ao que está na cabeça do consumidor. Veja o Facebook, por exemplo. Cada vez que nos logamos nesta mídia social existem, em média, mais de 1.000 posts esperando por nós. Porém, os algoritmos do Facebook irão mostrar apenas aqueles que são contextuais a você naquele momento. É por isso que o alcance orgânico de company pages caiu 1%. Sem o contexto do momento, nossas mensagens não terão relevância e, portanto, serão filtradas. Contexto é o futuro do marketing porque é o que os consumidores querem, é o que o novo ambiente de mídia apoia e está se provando como uma forma muito mais eficaz de direcionar a ações dos consumidores do que a publicidade.
 
Causas são o novo fundamento do marketing
A próxima tendência definindo o futuro do marketing em 2018 é a noção de Causas ou Propósitos. Vários líderes de marketing já anunciaram que estão concentrados em revisar suas estratégias e começar a fazer "marketing orientado a causas". Executivos de marketing de empresas de alta-performance são 2.2 x mais propensos a usar este tipo de método. O motivo é simples: os clientes querem isso. Recentemente nosso time de pesquisa trabalhou com a The Economist em uma avaliação de mercado e identificaram que 79% dos consumidores preferem comprar produtos de uma empresa que opera com propósitos sociais (os dados serão publicados pelo Economist Insights Team no começo de 2018). O marketing orientado a causas é uma abordagem integrada e o novo fundamento do marketing.
 

 

Publicado na Printing Impressions. Ver artigo original clicando aqui. 

Artigo de Rosemarie Monaco

Canon Solutions America, ESS and Rosemarie Monaco present seven steps to transition from printer to marketing partner

Excelente artigo mostrando 7 etapas para transformação do negócio. 

 

Reinvention used to be a means to rejuvenate a company. Today, it’s business as usual. Companies across every industry are constantly redefining who they are and how they can best serve their clients. Media companies, for example, constantly reshape their offerings based on which device their viewers prefer.

Graphic arts companies are hardly strangers to reinvention. Remember when typographers became service bureaus and prepress shops became printers, all of which evolved into print service providers? The difference, though, between high-tech industries and the printing industry has been the rate at which changes occurred. Yet today, business for every company regardless of its industry has to evolve at the rate of technology. Those who don’t adapt will get left behind.

The concept of reinvention (O conceito da Reinvenção)

Reinvention is as much about how clients perceive you as it is about what you offer. Nowadays, most print service providers (PSP) offer clients much more than print. In addition to the full gamut of print from personalized direct mail to building wraps, many offer the means to multi-channel marketing. But if their clients see them as “the printer” rather than a marketing partner, they get stuck at “versatile” and never reach the coveted position of “indispensable.” So what’s a PSP to do? Follow these seven steps and reinvent your business. 

nosso artigo na Revista Abigraf 290

Em nosso artigo na edição anterior desta revista Abigraf, ressaltamos as mensagens do livro A Revanche do Analógico, bastante atual e pertinente no que se refere a novas reações positivas de muitas pessoas, jovens inclusos, diante do material impresso: livros, revistas e outros, principalmente em face do sucesso da comunicação digital. O sucesso do digital permite ver melhor agora as vantagens comparativas do impresso. Uma constatação que devemos saber explorar.

 

publicado na revista Desktop 123

No final de julho tivemos em São Paulo a primeira conferencia específica sobre MPS no Brasil. Chamada de MPS Conference ela reuniu um grupo de grandes empresas de tecnologia do setor além de distribuidores e revendedores na tentativa de começar a agrupar em uma mesma arena um segmento muito importante do mercado de impressão digital. A reunião dos principais fabricantes de equipamentos de um lado e suas soluções de gestão de documentos, fornecedores e distribuidores de softwares de gestão, as áreas de TI corporativas - em muitas empresas responsáveis pela gestão do fluxo interno de documentos, de outro lado, além das empresas que oferecem sistemas de gerenciamento de impressão, mais conhecido no Brasil comooutsourcing de impressão.

MPS é um termo internacional para esse mercado e que gradualmente começa a ser aplicado aqui, especialmente pelos grandes fabricantes. Ainda que possa ser usada como sinônimo de outsourcing ela tem uma conotação mais abrangente. Segundo a definição da MPSA (Associação internacional de Serviços de Gerenciamento de Impressão – http://yourmpsa.org ) MPS significa a gestão ativa e a otimização dos equipamentos de impressão de documentos e dos processos de negócio relacionados. O outsourcing, como o conhecemos em seu sentido básico, é o aluguel, gestão, manutenção, suprimentos e infraestrutura de equipamentos de impressão em ambientes corporativos. As empresas mais ativas nesse mercado também podem oferecer um conjunto de serviços de suporte a TI incluindo a gestão de documentos ·e até mesmo o desenvolvimento de aplicações que podem chegar a comunicações personalizadas a até mesmo ao transpromo.

Os programas de MPS dos grandes fabricantes como Xerox, HP, Ricoh, Lexmark, Canon, Konica Minolta e vários outros tem escala global e, nesse sentido, o Brasil é o segundo maior mercado em crescimento no mundo depois da Índia, segundo a Photizo Group consultoria internacional especializada na área, e que tem atraído mais ainda essas e outras empresas de porte a virem buscar aqui uma maior participação. ·O mercado mundial de MPS se situa na faixa de 100 bilhões de dólares com previsão de crescimento de 22% anuais até 2014. Nada mal.

O mercado de MPS vem evoluindo agregando novas soluções aos seus usuários. Se no inicio se tratava mais de controle de impressão em ambientes corporativos, com o tempo a oferta de gestão continua de equipamentos, otimização de processos e o aprimoramento de estruturas de suporte vem levando a ofertas que começam a se integrar com as ofertas dos suportes de TI e de terceirização de processos críticos das empresas em relação a imagem, impressão e gestão de conteúdos. O estágio mais avançado começa a se dar exatamente pela convergência de mercados onde TI, BPO (terceirização de processos) e o MPS tem uma gestão de oferta unificada pelos grandes players. Veja, como exemplo, o processo de mudança pelo qual passa a Xerox onde sua área total de serviços tem como meta de ser responsável por 75% do seu faturamento nos próximos anos.

Observando o mercado brasileiro de outsourcing no seu caminho de crescer na oferta mais ampla de MPS, vemos que ele é ainda bastante fragmentado o que pode levar nos próximos anos a uma maior concentração de negócios em um número menor de empresas. O novo posicionamento dos grande fabricantes de equipamentos com a ampliação de programas próprios e mais abrangentes vai, sem dúvida, mexer com esse importante setor. As grandes corporações hoje,· em ampla maioria, já se utilizam desses tipo de serviço e começam a buscar soluções mais abrangentes. O crescimento do mercado vem do uso pelas médias empresas e, nesse caso, o papel dos distribuidores e revendas é fundamental.

Será interessante observar a evolução desse mercado e como as estratégias dos diversos fabricantes e seus canais os levarão a ter maior ou menor participação. Os que saberão sobressair e os que buscarão alternativas para sobreviver. Faz todo o sentido, portanto, termos uma arena de discussão para essa área de negócios. Nesse caminho o evento como o que foi realizado agora e que deverá ser repetido no próximo ano tenderá a ganhar maior importância com o tempo.

nosso artigo na Revista Abigraf 289 de maio/junho de 2017

Captura de Tela 2017 07 28 as 16.22.32

Dizem que leitores contumazes não procuram livros, eles os procuram. Pois em uma mensagem de um amigo me deparei no fim do ano passado com um lançamento feito no Estados Unidos de um livro que, posteriormente, foi considerado um dos 10 mais de 2016 pelo New York Times.

Página 1 de 9