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nosso artigo na Revista Abigraf 292 - dezembro/17

Jeffrey Immelt, presidente do conselho da GE, em recente entrevista à revista Exame ( https://exame.abril.com.br/revista-exame/por-que-a-ge-mudou-o-jeito-de-trabalhar-de-300-mil-funcionarios/ ) pontuou “queremos ser uma empresa industrial proeminente. E para ser uma empresa industrial relevante no século atual é preciso ser uma empresa de tecnologia ao mesmo tempo.....partimos do principio de que queremos uma empresa com escopo mais aprofundado, e não mais amplo. Queremos que a companhia consiga ir mais fundo na relação com os mesmos clientes e entregue mais do que apenas equipamentos”. 

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nosso artigo na Revista Abigraf 291 - outubro/17

Entre setembro e outubro deste ano duas publicações chamaram minha atenção: o novo livro do Dr. Joe Webb e Richard Romano de nome The Third Wave ou Terceira Onda e a pesquisa liberada pelo Two Sides chamada Print and Paper in a Digital World ou Impressão e Papel em um Mundo Digital. Passo a comenta-las.

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Wednesday, 03 January 2018 12:10

5 tendências de marketing para 2018

publicado na Adnews em 2/1/18

autor: Por Artigo de Daniel Hoe, diretor de marketing da Salesforce para a América Latina

 

Marketing é uma disciplina em constante transformação. Em tempos de quarta revolução industrial, o impacto do digital e da tecnologia possibilita o "santo graal" da personalização em escala e do conhecimento profundo do cliente. Trabalhamos junto com a Salesforce Research (a área de pesquisa da Salesforce) para identificar as principais tendências de marketing para 2018.

O futuro do marketing é contextual
Publicidade é desenhada para distrair o consumidor e tentar desta forma capturar a sua atenção. Contexto vai na direção oposta e procura se alinhar ao que está na cabeça do consumidor. Veja o Facebook, por exemplo. Cada vez que nos logamos nesta mídia social existem, em média, mais de 1.000 posts esperando por nós. Porém, os algoritmos do Facebook irão mostrar apenas aqueles que são contextuais a você naquele momento. É por isso que o alcance orgânico de company pages caiu 1%. Sem o contexto do momento, nossas mensagens não terão relevância e, portanto, serão filtradas. Contexto é o futuro do marketing porque é o que os consumidores querem, é o que o novo ambiente de mídia apoia e está se provando como uma forma muito mais eficaz de direcionar a ações dos consumidores do que a publicidade.
 
Causas são o novo fundamento do marketing
A próxima tendência definindo o futuro do marketing em 2018 é a noção de Causas ou Propósitos. Vários líderes de marketing já anunciaram que estão concentrados em revisar suas estratégias e começar a fazer "marketing orientado a causas". Executivos de marketing de empresas de alta-performance são 2.2 x mais propensos a usar este tipo de método. O motivo é simples: os clientes querem isso. Recentemente nosso time de pesquisa trabalhou com a The Economist em uma avaliação de mercado e identificaram que 79% dos consumidores preferem comprar produtos de uma empresa que opera com propósitos sociais (os dados serão publicados pelo Economist Insights Team no começo de 2018). O marketing orientado a causas é uma abordagem integrada e o novo fundamento do marketing.
 

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nosso artigo na Revista Abigraf 290

Em nosso artigo na edição anterior desta revista Abigraf, ressaltamos as mensagens do livro A Revanche do Analógico, bastante atual e pertinente no que se refere a novas reações positivas de muitas pessoas, jovens inclusos, diante do material impresso: livros, revistas e outros, principalmente em face do sucesso da comunicação digital. O sucesso do digital permite ver melhor agora as vantagens comparativas do impresso. Uma constatação que devemos saber explorar.

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Voltamos a postar nossos artigos publicados em diferentes revistas e portais desde o ano passado.Acompanhe.

revista Abigraf 284 - set. 2016

No meio de agosto um discreto anuncio, publicado no portal da revista Exame, anunciava que o  Grupo Abril e a Log & Print fecharam acordo para a fusão dos seus negócios gráficos, operação ainda sujeita à assinatura dos documentos definitivos.. Nenhum comentário adicional se seguiu ao anúncio e pegou a muitos do meio gráfico de surpresa.

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nosso atigo na revista Abigraf 283

“ Este é o começo da nova indústria gráfica..... e há muito mais oportunidades no futuro do que se teve no passado”. Essas foram as palavras de Guy Gecht, presidente da EFI, em um curto vídeo de 20 segundos que gravei com ele durante a drupa.

Começo este artigo com essa citação pois creio que ela simboliza muito do que se viu nesta edição da feira e, em especial, dita pelo presidente de uma das empresas de tecnologia mais ativas que temos no mercado gráfico mundial. Seu crescimento vem sendo constante e acima de dois dígitos anualmente. Fruto, de um lado, de uma agressiva política de incorporação de empresas de diversos segmentos de atuação como as impressoras inkjet Creta da Espanha para impressão de cerâmicas e ladrilhos ou mesmo a Metrics, no Brasil, já há alguns poucos anos, entre muitas e muitas outras. É difícil passar um trimestre sem o anuncio de uma nova aquisição. Por outro lado, por estabelecer alianças estratégicas e interdependência com mais de 60 empresas do mercado, incluindo todos os principais fornecedores de tecnologia de impressão digital e de softwares. Hoje, pode-se dizer,  a EFI domina a área de servidores de impressão digital e é forte fornecedor de plataformas de operação gráfica, os workfows. Por essa razão, nessa mesma entrevista, Guy dizia que os gráficos tinham duas opções: ficar atrelado ao passado, reduzir custos e tentar sobreviver ou dar um salto à frente através de uma plataforma tecnológica como as fornecidas pela EFI, claro,  ou por outros do mercado.  

(Veja a entrevista de Guy Gecht)

 

Sintetizo e pontuo minha observação da feira baseado nessa visão do Gecht e na analogia que podemos fazer com o crescimento da EFI. Primeiro, o que se viu foi uma indústria vibrante, moderna, com altos investimentos em desenvolvimento tecnológico por empresas de classe mundial e uma miríade de centenas de empresas periféricas, todas visando um mercado que, ao contrário de estagnado e decadente, está em uma mudança ascendente. Ascendente para quem está, claramente, atrelado ao futuro e não ao passado. Para quem percebe que o futuro da indústria está na inclusão da relevância do impresso na difusão de mídias e que os produtos da empresa denominada gráfica (ou outro nome mais apropriado de acordo com seu mercado), incluem produtos físicos e não físicos ou mesmo tridimensionais, como os feitos em impressoras 3D.

Interessante isso. Há um certo renascimento da importância da impressão em vários níveis. Não como antes, visando a profusão e volumes abundantes, mas a constatação de que o impresso não é, na realidade, um agressor da natureza ou um transgressor da nova ordem digital do mundo. Que ele tem significado e importância específica, identificável, visual, tátil, olfativa e funcional. Sim, funcional através das embalagens e das inúmeras aplicações que as novas tecnologias vêm permitindo, onde imprimir não se resume mais ao papel ou plásticos, mas se expande em múltiplas direções. Do piso, às paredes, aos móveis, aos azulejos, às roupas, às janelas, às decorações, aos carros, aos aparatos eletrônicos, aos bio-sensores, ao mundo. Sim, hoje podemos imprimir o mundo. Incrível, não?

Dai a constatação de que há mais oportunidades hoje nesse mercado estrategicamente ampliado do que tínhamos antes, da época da reprodução em massa de originais. Hoje cada impressão pode ser um original. E há muitas deles para serem feitos. Cada vez mais, individualmente ou voltados à customização de massa.  Vejam o ressurgimento dos catálogos, a revitalização dos livros e as inúmeras criações de marketing usando o material impresso como impulsor do processo de comunicação aos clientes.

Ratificando essa constatação, encontrei na feira as publicações da PrintPower. (www.printpower.eu) Quem não conhece deveria conhecer. Revistas visual e editorialmente cativantes. Parecem as revistas de informação geral, com textos leves e muito bem dirigidos. Todos, neste caso, dirigidos à importância da impressão. Ela se identifica como “a única revista europeia focando diretamente na efetividade da impressão e seu papel vital em chegar mais perto do consumidor”.  Distribuída em 12 países europeus para mais de 60.000 leitores. Pouco? Pode ser, mas de um impacto imediato. Experimente ver uma. Garanto que como gráfico você vai amar, mas o legal é a mensagem para leitor não gráfico. E nisso eles são muito bons. No alvo.

Capa da revista PrintPower distribuida na feira no estande da Canon:                                          

PrintPower

na revista um destaque para o case da Neutrogena na capa de Caras impressa na Pigma em SP em uma HP 7600:

Pigma

 

Desviei um pouco, mas vejo tudo isso relacionado à minha constatação inicial. Portanto, ponto um: essa indústria está mais vibrante e, repito, estrategicamente ascendente se a olharmos pela fantástica síntese dada pela própria organização da feira: “fígital”, na junção do físico com o digital.

Esta edição da drupa também foi, para mim, a mais leve das últimas edições. Explico. Os equipamentos, de forma geral, são feitos para aplicações específicas, em especial as impressoras digitais.  No entanto, mais do que nunca, e com a velocidade de mudança dos mercados, os fabricantes de equipamentos desenvolvem soluções a partir das necessidades dos clientes para utilização quase imediata. Em especial com as novas tecnologias inkjet e as aplicações das cabeças de impressão em diferentes configurações de equipamentos. Por isso saí da feira com a nítida sensação de que os equipamentos serão, cada vez mais, customizados para os clientes, a partir de suas necessidades específicas e aplicações que nem sempre vão durar mais do que alguns poucos anos. Um equipamento para cada um! E, portanto, uma indústria mais flexível e mais leve. Uma indústria da customização, a partir dos equipamentos. Meu ponto dois.

O incrivel Hall 17 integralmente ocupado pela HP na feira. A empresa apresentou muitas evoluções tecnológicas mostrando a sua rapidez de respostas para as necessidade dos clientes no dia a dia.

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Reforçando essa visão, e voltando à citação inicial que fiz da EFI como analogia do que se pôde ver na feira, as alianças estratégicas entre fabricantes foram às alturas. E há uma clara lógica por trás disso. Para um desenvolvimento mais rápido de soluções, menor custo, rapidez e efetividade, nada melhor do que juntar competências. Tomem-se os tradicionais fabricantes de equipamentos offset com décadas de experiência no desenho e manufatura de grandes estruturas de máquinas e mais do que provados sistemas alimentação, passagem e transporte mecânico de papel e junte-se aos novos sistemas de impressão digitais que as empresas de tecnologia bem saber fazer e pronto! Uma incrível oferta e anúncios de novos equipamentos digitais, a maioria focados para a produção de embalagem, com especial ênfase para impressão direta de embalagens corrugadas, ondulados nos mais diversos tipos de ondas. Muitos chegaram a dizer que essa era a drupa dos corrugados. Portanto, a construção de soluções finais através de alianças entre fabricantes diversos visando novos equipamentos digitais e híbridos, a criação de interdependências, tão ao molde do mudo atual,  é meu terceiro ponto.

rotativa para corrugado da KBA e HP (na feira só estavam os cilindros)

HP KBA

Se falei em leveza, mais leve ainda é pensar nas plataformas digitais, ainda mais agora que estão se alçando às nuvens. Se a questão do workflow já era relevante há pelo menos 3 ou 4 drupas,  mais do que nunca é agora com os conceitos da chamada indústria 4.0 ou Print 4.0 como colocada na feira. Foi o tema de meu artigo anterior publicado  nesta revista Abigraf. Não estamos ainda lá, mas estamos a caminho das plantas inteligentes, conectadas e de produções flexíveis, características dessa nova concepção industrial. A configuração da sua plataforma individual de produção que começa na conexão e interação com o cliente, na facilitação da determinação e ordenação do trabalho e sua incorporação no fluxo de produção da gráfica, a conjunção dos processos produtivos e a incorporação de serviços que absorvem processos do cliente e criam valor nessa relação. Sei que tudo isso pode soar estranho para alguns, mas já é o que acontece quando começamos a montar o quebra cabeças da nossa plataforma digital de oferta ao cliente interligada ao sistema operacional. Um quebra cabeças composto por softwares que interagem e integram o web-to-print, precificação, produção e logística. Com a realidade de já se poder fazer isso tudo nas nuvens. Meu quarto ponto observado e anotado.

Um bem sacado slide da Ricoh em sua apresentação para a imprensa na feira sobre a Indústria 4.0:

 

Não há, claro, como falar dessa drupa sem falar de impressão digital e, em especial, do inkjet. Há três drupas que se fala do inkjet, mas essa, finalmente, se pode dizer que foi dominante. Uma prévia disso já se via na GraphExpo do ano passado em Chicago. Uma explosão de ofertas com ênfase nos grandes equipamentos rotativos e nas novas ou semi novas máquinas de bobina a folha. Já antecipávamos isso no conjunto de artigos que publicamos do nosso amigo David Zwang em nosso blog. Não deixou de impressionar os grandes e sofisticados estandes dos principais fornecedores de tecnologia digital como Canon, Ricoh, Xerox, Agfa, Konica Minolta, e o charmoso estande da Kodak, entre outros, com especial destaque para a HP e seu impressionante Hall 17. Abarrotado. De equipamentos e de gente, o tempo todo. Com produções de ponta a ponta, da criação ao produto final. com muitas amostras de material impresso. Uma feira, aliás repleta de amostras à vontade, com exceção das mais procuradas que eram as da Landa, difíceis de obter.

Amostras de impressões inkjet no stand da Kodak

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Falando em Landa, não é possível falar da feira sem tocar daquele que foi o estande mais procurado, o que mais despertou curiosidade e que, finalmente, mostrou suas máquinas em demonstrações ao vivo e em cores. Velocidades espetaculares equivalentes ao offset, nas planas e rotativa, impressões em cores vibrantes, um show de apresentação e marketing do gênio Benny Landa em um auditório repleto de realidade aumentada e efeitos especiais. Um novo equipamento de metalização que promete engolir o hot stamping. O anuncio da entrega das primeiras máquinas beta para grandes empresas no mundo e novas confirmações de pedidos. Tudo de acordo com o que se esperava depois do seu explosivo e surpreendente aparecimento na drupa anterior. Mas agora é que a coisa vai pegar. Só na realidade da produção é que as máquinas vão ser testadas e, certamente, muito desafios ainda vão surgir. E sua real disruptura entre o offset e o digital vai se confirmar ou não. Seguramente sim, com o tempo. Não há como, digital, inkjet, Landa é meu quinto ponto de destaque.

O show particular de Landa na feira e a projeção da velocidade das suas máquinas

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Vendo tudo isso e com uma participação bem menos relevante dos sistemas offset na feira, poderíamos concluir que os processos tradicionais estão em real decadência prevalecendo de vez o digital, mas a história não é bem essa. Primeiro que a produção de material gráfico em offset, flexografia, rotogravura e outros são ainda amplamente dominantes. O digital é crescente e continuará a ganhar espaço, mas ao longo destes últimos anos o investimento em offset parou de cair em nível mundial e vem se estabilizando ao redor de 28%, conforme os dados das pesquisas da drupa. Fora isso não há como não se extasiar, essa é a palavra, com a qualidade de reprodução atingida hoje pela flexografia, de longe o processo que mais ganha espaço na produção de rótulos e embalagens, ainda que o digital venha mordendo pedacinhos desse segmento. Segmento de embalagens, aliás, que logo chegará a representar 50% da produção gráfica mundial, segundo os dados do estudo WWMP da Npes/Primir. Não é à toa que tantos lançamentos focaram esse mercado na feira, tanto de impressão digital, equipamentos híbridos e os tradicionais, incluindo nisso os de acabamentos, novos reis na busca de produtividade e embelezamento do material impresso. O fator sensorial realça o material impresso e capta a atenção do consumidor e dos muitos jovens que redescobrem valor em algo além do digital. Por isso mesmo não houve quem não se impressionasse com as fabulosas apresentações dos novos equipamentos e aplicações da Scoodix, os envernizamentos da MGI, o corte e vinco a laser da Highcon e outros. O mundo da conversão que inclui a produção de rótulos e embalagens flexíveis, corrugadas ou semi rígidas, a evolução dos acabamentos em linha na busca de produtividade e todos os recursos que realçam o lado sensorial da impressão, são, obviamente, meu sexto ponto de realce.

amostras da Scoodix na feira com suas aplicações de verniz e relevo no digital:

scoodix

Muito também se mostrou e se falou das agora badaladas impressão funcional e impressão industrial, embora muitos não entendam ainda essas classificações. A impressão funcional é toda aquela não baseada em papel e que pode utilizar os mais diferentes substratos: madeira, tecidos, vidro, plástico, cerâmica, eletrônicos e outros. A impressão industrial também usa esses diferentes substratos, mas é parte de um processo produtivo industrial como movelaria, vidrarias, cerâmicas, etc. Com as novas tecnologias digitais de impressão em equipamentos chamados de grande formato em plotters, flatbeds, etc., vem revolucionando mesmo a arte de imprimir e pintar o mundo. É o que chamo de mundo da impressão da coisas. O interessante é ver a importância que essas aplicações ganharam ao longo do tempo, herdeiras que são do ainda existente e firme mercado de silk screen. Mercados fragmentados, mas nichos que ganham importância e relevância a ponto de serem cada vez mais incorporados nas linhas de produção de gráficas comercias.

Nessa linha também entram as impressoras 3D e toda a discussão que trazem embutidas. É o não impressão? É ou não produto gráfico?. Apontada como uma das artífices da nova produção industrial, seu uso é crescente desde protótipos a fantásticas aplicações biomédicas, na construção de próteses e articulações e muito mais. O que faziam esses equipamentos na drupa?

Nesse ponto ceio que os organizadores acertaram em cheio. A intenção foi criar a disruptura, um contraponto, um estímulo para se pensar fora da caixa. Daí também o convite para que o pessoal do Medice Group viesse na abertura da feira falar de inovação ressaltando o que chamam de intersecções, choques de diferente culturas que geram novas ideias e, claro, inovações. Mais que nunca pensar fora da caixa é fundamental em um mundo dinâmico, interdependente e complexo onde a comunicação é cada vez mais individualizada e menos apolínea. O que se vai fazer com o 3D? Ora alguns vão simplesmente fazer bonequinhos com a cara das pessoas e vender em quiosque nos shoppings. Outros vão incorporar em convites, em materiais promocionais, em comunicações que criem diferenciais para seus clientes e causem novas experiências. Outros, como mostrados pela Massivit de Israel que trouxe uma impressora 3D de 1,80m de altura criar não só outdoors chamativos com peças tridimensionais, como mostrou um case de envelopamento de um ônibus com impressos sobre moldes feitos em 3D com as caras dos Angry Birds criando um efeito visual fenomenal. Por todo esse novo mundo funcional, tridimensional e também sensorial, meu sétimo ponto.

aplicação de 3D em outdoor da Massivit no páteo central da feira:

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Por fim, regresso ao começo. Revejo a entrevista do Guy e confirmo. Sem dúvida esse é o limiar de uma nova indústria gráfica, ou de uma nova indústria, com mais oportunidades pela diversidade de produtos, mercados e inovações. Dentro disso, o empresário gráfico pode dar um salto à frente, se arrojar e tomar a atitude de mudar e buscar novos caminhos que começam no efetivo entendimento das novas necessidades dos seus clientes que querem reduzir seus custos de processos, querem se comunicar melhor e levar aos seus clientes experiências sensoriais, relevantes, personalizadas e customizadas. Querem mais do que fornecedores: querem verdadeiros parceiros de jornada e de negócios. A tecnologia para isso já existe. A drupa mostrou isso claramente.

Que tal aceitar esse desafio já?

 

P.S a mudança de 3 para 4 anos para a próxima feira obrigou a algumas adaptações..

 

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Seguimos na publicação dos artigos que traduzimos de David Zwang recém publicados no WhatTheyThink com explicações detalhadas das principais tecnologias de inkjet de produção que estarão expostas na drupa deste ano.

Neste artigo, David olha para o atual estado da Xerox. A integração com a Impika produziu uma excitante colaboração, resultando em alguns novos produtos que serão lançados na Drupa 2016 e, talvez, uma ideía do futuro caminho da empresa.

By David Zwang
Published: May 25, 2016

Por ora você provavelmente ouviu que a Xerox estará se dividindo em duas empresas públicas: a empresa de serviços e a empresa dedicada ao negócio de suas raízes, impressão e equipamentos de cópia e processos. Sob a luz de boas noticias talvez faça sentido olhar a Xerox como uma nova empresa com muitas novas oportunidades.

No meu primeiro artigo sobre a Xerox, falei sobre a história da empresa e a CiPress, suaentrada inicial em inkjet de produção. Subsenquentemente fiz um profundo mergulho para apresentação da Impika, seus produtos e sua ampla experiência em tecnologias inkjet. Desde esses artigos iniciais em 2012, a Xerox adquiriu a Impika criando uma empresa com um incrível amplitude de tecnologias de inkjet para serem exploradas. No evento Hunkler Innovation Days de 2015 em Lucerna, Suiça, a Xerox lançou o seu primeiro produto de marca, a Xerox RialtoTM 900, com elogios da indústria. É a única impressora “business color” de inkjet de produção no formato A4 com pouca ocupação de espaço. Também foi a primeira impressora inkjet de produção oferecida a um preço bem abaixo de U$1M ($600K-$700K). Com esse lançamento, em minhas estimativas, o relançamento da Xerox começou e também sua redefinição de marcado de inkjets de produção. Na drupa 2016 a Xerox estará apresentando mais exemplos de sua visão do novo mercado de inkjet de produção.

Imaging

Como mencionado anteriormente a Xerox tem um extensa amplitude de tecnologias inkjet disponiveis para serem exploradas. Isso inclui a tecnologia “phase change”, originalmente adquirida com a Tektronix, uma aplicação inteligente e flexível de cabeças de impressão de terceiros adquirida com a Impika, as pesquisas e desenvolvimentos feitos no Xerox PARC e ainda acesso à divisão Dimatix da parceira Fijifilm se desejarem.

Na sua linha atual de produtos de inkjet de produção, a Xerox está usando uma leque dessas tecnologias. A CiPress continua a usar a cabeça de impressão sem água phase change  DoD 600 dpi que permite a impressão de mídias offset de baixo custo sem necessidade de primer. A Rialto 900 e a nova Brenva HD usam a cabeça de impressão piezo elétrica DoD Kyocera KJ4B que são nativas 600 dpi, imprimindo em 4 niveis de cinza. As impressoras Evolution, Compact e Reference assim como a nova Trivor 2400 usam as cabeças de impressão Panasonic DoD série 420 e imprime uma variedade fixa de tamanhos de gotas e resolução na nativa 600 dpi.

Entretanto, se você estiver lendo esta série de artigos, já deu para entender que não é somente quais cabeças de impressão são usadas. Mais do que isso, é como são usadas  que afeta a qualidade da impressora e desempenho. Por exemplo, muitos outros fabricantes de impressoras usam a Kyocera KJ4B  e, como a Xerox, melhoraram criativamente a operação da cabeça de impressão. Um exemplo seria a adição da “pre-fire’ da Canon na ColorStream 3000, ou modulação multigota na VarioPrint i300. Na Brenva HD, a Xerox traz a flexibilidade para ajustar o tamanho da gota, velocidade e resolução baseados nas necessidades do trabalho. Na Compact, Reference, Evolution e Trivor 2400 a Xerox emprega o modo VHQ desenvolvido pela Impika que usa dois canais diferentes na cabeça Panasonic para enviar dois tamanhos diferentes de gotas de tinta, ao invés de um bico para três gotas em uma escala normal de cinza. Os benefícios são a minimização dos efeitos do tempo de voo de gotas do bico, melhor registro e uma aparência visual de maior qualidade. Como a VHQ requer dois canais de cabeça de impressão, atualmente a VHQ está disponível somente em full color na Evolution e em monocromo na Trivor, Compact e Reference. Eu assumiria que ela se tornará uma opção full color em seus outros modelos em novos produtos e desenvolvimento de características. Finalmente, este ano a Xerox incrementou a frequência da cabeça de impressão de 30 kHz para 40 kHz, aumentando o rendimento da impressora em cerca de 30%

Tintas

Por anos a Xerox e a Impika têm feito melhorias no desempenho do toner e tinta. Em 2012, a Impika lançou as tintas pigmentadas HD, as quais incluíam partículas nano de pigmento para melhorar a deposição de pigmento na tinta enquanto a fazia fluir através dos bicos. Este ano, ainda em tempo para a drupa, a  Xeox está lançando a nova tinta HD com um desempenho ainda melhor, uma gamut mais amplo e melhor contraste de impressão.

Na drupa 2016 a Xerox estará fazendo a demonstração de sua nova tecnologia Xerox High Fusion Ink, uma notável tentativa de criar uma tinta que imprime sobre papel comum de offset, papel silk, ou papel revestido sem qualquer primer ou revestimento posterior. Claro que não se refere somente à tinta em sí, é uma combinação da cabeça,  secadores e mesmo dos resfriadores no caso da Xerox. Essa é a meta que todo fabricante de impressoras de produção aspira, e vamos ver como virá tudo isso junto. Tive a oportunidade de ver exemplos da Tinta Xerox de High Fusion que serão mostrados na drupa 2016 sobre papel super revestidos, papel mate e revestidos e os resultados foram notáveis. A Tinta Xerox de High Fusion está atualmente estimada para instalação beta no quarto trimestre de 2016 e terá seu lançamento comercial em 2017.

Modelos de Impressoras

A Xerox, indubitavelmente, tem o mais amplo e, talvez, o portfolio mais complexo de impressoras eletrofotográficas (EP) no mercado. Isso inclui 11 modelos monocromo e  highlight color e 10 modelos full color. No segmento de alto volume, a linha de produtos de produção colorida, a Xerox iGen 5, lançada em 2015, é seu modelo referencia. No nível intermediário, a Xerox Versant 2100, atualmente detém essa posição e no segmento de baixo volume está a Xerox C60, com outros modelos intermediários entre os segmentos.

No entanto, com a inclusão das impressoras inkjet de produção, todo uma nova categoria de produto e escala de medida se torna necessária. No portfolio de inkjets de produção a Xerox tem, atualmente, oito modelos. Na sua linha de rotativas atualmente disponível, a empresa continua a vender a impressora CiPress phase change waterless nos modelos 325 pés/min e 500 pés/min. O portfolio também inclui três impressoras de tinta aquosa DoD que vieram com a aquisição da Impika. Elas são a Xerox Impika Evolution que tem uma velocidade de até 254 m/min, a Xerox Impika Compact e Xerox Impika Reference, ambas com velocidade até 127 m/min. O portfolio atual também inclui a previamente mencionada Xerox Rialto 900, formato A4 de bobina a folhas, que tem velocidade de até 48 m/min. Junto com ela, as impressoras Trivor 2400 de alimentação por bobina e a Brenva HD de folhas, mostradas à frente.

Modelos da Próxima Geração

Para a drupa 2016, a Xerox está lançando dois novos modelos de inkjet de produção. Enquanto a previamente lançada Rialto 900 era basicamente a Impika Genesis, cuja máquina conceito foi lançada na drupa 2012 com uma nova pele Xerox, essas duas novas impressoras são verdadeiramente um design colaborativo da nova empresa estruturada. Como a Xerox começa a construir seu “novo” portfolio de inkjet de produção, essas dois novos modelos foram desenhados para mercados alvo ideais, com feedback de clientes e com realçando a força de cada uma das empresas.

Trivor

 

Este novo produto recém desenhado tem sua raízes na Impika Compact, embora tenha sido desenvolvida como uma máquina significativamente mais robusta. Primeiramente ela mantém seu desenho compacto, com sua base de somente 3,5 metros de comprimento e 2,7 metros de largura, tornando-a a impressora inkjet de produção de menor espaço ocupado. Isso é possivel em função da remoção das barras de virada do papel e otimização do caminho do substrato.

Trivor 2

 

O espaço ocupado é um tópico importante para muitas empresas, especialmente na Europa e Asia, quando se pensa na transição para o inkjet. O espaço do chão de fábrica é quase sempre um problema em qualquer empresa e como as máquinas que estão sendo substituídas são EP de menor porte, esse tamanho compacto elimina essa obstáculo.

A Impressora está disponível em configurações com 4/4, 4/0 e 1/1 com upgrade. A Trivor tem um ajuste variável de velocidade de impressão que permite ao operador diminuir para checar a impressão ou aumentar a velocidade para conseguir produtividade máxima. Como discutido anteriormente, essa impressora usa cabeça de impressão Panasonic com resolução 600 dpi nativa, mas também suporta modos de tiragem com qualidade variável. A velocidade da impressora no modo de qualidade de 360 x 600 dpi é de 168 m/min, 100 m/min em 600 x 600 dpi e 50 m/min em modo de qualidade de 1200 x 600 dpi. Em uma configuração monocromo, as velocidades são 200 m/min,  200 m/min e 100 m/min, incluindo a anteriormente discutida VHQ.

As cabeças inkjet DoD necessitam ser exercitadas quando não estão imprimindo para operar em seu estado ótimo ou pode ter bicos sem funcionamento. Portanto a impressora inclui uma Tecnologia Clear Pixel que exercita as cabeças em intervalos regulares com um spray aleatório que é invisível a olho nu. Ela também inclui a tecnologia Xerox Intelligent Scan Bar que adiciona detecção/ compensação de falta de jato e um otimizador de densidade em linha sob demanda. Enquanto a maioria das cabeças de impressão DoD piezo eletrônicas tem uma longa vida de operação, usualmente medida em anos, a Xerox oferece um programa de reforma de cabeças de impressão para minimizar custos de operação.

A Trivor não inclui uma estação de primer. Entretando, a Trivor e a tinta HD melhorada está otimizada para trabalhar com papel offset normal. A Xerox declara que a nova tinta tem o mais longo tempo de abertura de qualquer outra tinta produzida no mercado, o que deve minimizar a necessidade de purgar e manter os bicos abertos, mas também limitar algumas mídias não tratadas para inkjet que se possa impimir, especialmente papéis revestido de estoque. Embora isso possa ser remediado com a nova Tinta Xerox High Fusion

O sistema de transporte da Trivor inclui melhorias de limpeza de bobina e melhor condutor de caminho do papel para melhorar confiabilidade e desempenho. Ela usa uma combinação de IR e secagem com ar quente. Ela é desenhada para trabalhar com diversos parceiros de soluções de acabamento. A gama de peso de papel se estende de 40 a 230 gms, como resultado.

O front end da Trivor é o Xerox IJ Print Server powered by Fiery. Esse é um servidor escalável que pode ser configurado para assegurar que a impressora esteja rodando em velocidade máxima para todos os requisitos de impressão. A Xerox oferece 6 diferentes configurações para ir de encontro a esses requisitos.

 

Brenda

 

Esta é a primeira impressora Xerox de injet de folhas. A primeira coisa que chama a atenção nessa nova máquina é que ela se parece notavelmente como a iGen e deveria. Ao invés de desenvolver o desenho de uma impressora completamente novo, a Xerox decidiu manter algo que funciona e é muito bem sucedido. Como resultado ela foi desenhada como o chassi de transporte de papel muito familiar e confiável da iGen. Ela tem aproximadamente o mesmo comprimento da iGen, o qual, como a Trivor, deve deixar a equação da ocupação de espaço fora do processo de decisão.

A Brenva é uma impressora duplex que suporta folhas até B3 ( 36 x 52 cm) com uma velocidade máxima de 197 imagens A4 por minuto. Está posicionada para produzir “business color” e malas diretas de qualidade light, semelhante a Rialto, que faz sentido já que ambas usam a mesma cabeça de tecnologia Kyocera KJ4B e tintas aquosas. As quatro barras de impressão têm motor dedicado para controlar os rolos e pontos, e a impressora é constantemente monitorada e ajusta as cabeças de impressão conforme necessidade para manter o alinhamento original e qualidade. O sistema de imagem suporta tamanhos de gotas variados permitindo que múltiplos tamanhos de gotas possam ser alocados em qualquer localização de pixels incrementando a qualidade de impressão e criando linhas mais suaves quando desejado. Há um espectrofotômetro em linha que automaticamente lê gráficos gerados durante a linearização e perfilação de uma nova mídia.

Para aqueles de vocês que não estão familiarizados com a operação da iGen, o seu caminho reto da impressão do papel pode ser visto no vídeo a seguir

 

 

O sistema de transporte também é configurado com registros avançados e esteira dinâmica direcionadora  que corrige a posição do papel quando entra na área demarcada para eliminar movimentos laterais debaixo das cabeças de impressão.

Ela pode imprimir mídia tratada para inkjet e não revestida suave, mídia comum e mídia áspera. Ela tem capacidade de 20.000 folhas de input com oito pontos de pegada que permite carregar a mídia enquanto imprime. Ela também inclui o stacker de produção que tem capacidade para 5.500 folhas e pode ser descarregado enquanto a impressora estiver rodando. A Xerox anunciou que a máquina pode ser adaptada com o fazedor de livretos CP Bourg e que outras opções de acabamento em linha estarão disponíveis ao longo do tempo.

O front end da Brenva é o Base Windows Xerox Free Flow Print server e Software. Essa versão recém desenhada tem o novo Web UI e inclui muitos dos algoritmos de imagem inteligente e ferramentas de correção que os atuais clientes Xerox estão apreciando em seus atuais DFEs.

E tudo isso por cerca de US$649K, tornando-a uma das máquinas de inkjet de produção de menor custo no mercado hoje.

Workflow

Em adição ao DFE individual para cada impressora, a Xerox continuou o desenvolvimento do Xerox FreeFlow®Core, a peça central da sua suíte de automação de workflow.  Essa nova tecnologia foi desenhada do zero para dar poder a nova oferta da plataforma de produtos e não deve ser confundida com o  FreeFlow Process Manager, um legado de aplicação de workflow da Xerox.

O FreeFlowCore tem capacidade de permitir total flexibilidade e workflow variável “baseado em regras. Ao tomar essa abordagem, a Xerox está reconhecendo que o workflow não é “tamanho único para todos” e permitindo uma abordagem mais modular para a implementação do workflow.

Na drupa 2016 a Xerox estará anunciando o novo FreeFlow Core 5.0 que oferecerá novas configurações Cloud, construídas sobre o anuncio do Cloud de 2015. Ele também inclui novas funcionalidades de gestão de saída e uma integração mais ampla e controle de uma gama mais expandida de soluções de acabamento de terceiros.

Xerox faz embalagens de cartão semi rígido?

Como parte da pesquisa que fiz para este artigo, encontrei o que penso ser um dos maiores segredos da Xerox. Enquanto a empresa não faz muito barulho sobre isso, há cerca de 60 clientes (a maioria na Europa) que estão usando a plataforma iGen na sua linha de embalagens de cartão semi rígido. Eu poderia escrever um artigo só sobre isso, mas acho que o vídeo a seguir conta a história de forma interessante.

 

Mas isso não para aqui. A Xerox recentemente anunciou uma joint venture com a KBA para criar a KBA VariJET 106 hybrid press, Powered by Xerox. Essa combinação única de inkjet de produção e impressora offset foi desenhada especificamente para endereçar as necessidades da indústria de embalagens semi rígidas. O conceito híbrido é notável, subindo o nível no desenho de impressoras para embalagens semi rígidas. Quando maiores detalhes forem revelados eu atualizarei vocês.

Conclusão.

Enquanto a Xerox tem sido uma líder em impressão de produção em EP desde o começo, no espaço de inkjet de produção a empresa ainda tem convergências a fazer. E quando se olham os avanços econômicos reais em impressão de produção, eles estão centrados ao redor do inkjet de produção e automação. Com o lançamento da Trivor e Brenva, aparenta que não foi simplesmente pegar o portfolio da Impika e colocar uma nova pele. Se somar a isso a nova KBA Powered by Xerox VariJET 106 Folding Carton Press, pode-se ver que a Xerox realmente quer estabelecer uma nova linha de base para as impressoras inkjet de produção, tal como fez com as EP. E parece estar fazendo isso com o entendimento que a chave, no curto prazo, será pegar as bases existentes das EPs e da offset de curta tiragem e mover para inkjet com menor número de obstáculos possíveis.

Por outro lado, o desafio da “nova” Xerox será levar essa informação para o mercado. Talvez seja a hora da empresa olhar o seu crescente e amplo portfolio e criar uma mensagem mais coerente sobre quem é essa nova empresa e como está melhor posicionada para servir aos novos requisitos de mercado. Fazendo isso através de sua própria linha de produtos de inkjet de produção e através de joint ventures usando a Xerox Impika ou outra tecnologia de imagem desenvolvida pela Xerox pode ser um primeiro grande começo.

Fique ligado para mais um monte de informações sobre outras soluções de inkjet de produção tão logo as informações fiquem disponiveis antes e depois da Drupa 2016

Sobre o David: 

David Zwang

David Zwang é consultor norte-americano, trabalhando com otimização da produção, planejamento estratégico, análise de mercado e servicos relacionados. Seus clientes incluem gráicas, fabricantes, varejistas, editoras, premedia e agências do governo americano 

 

 

 

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Seguimos na publicação dos artigos que traduzimos de David Zwang recém publicados no WhatTheyThink com explicações detalhadas das principais tecnologias de inkjet de produção que estarão expostas na drupa deste ano.

Neste artigo David olha para o estado atual e o futuro da Divisão de Sistemas Inkjet da Kodak (EISD), as tecnologias Stream e ULTRASTREAM assim como dos produtos Prosper e futuras tecnologias.

By David Zwang

Published: April 26, 2016

 

No meu primeiro artigo  sobre inkjet de produção da Kodak pude olhar para sua história e uma ampla gama de produtos que incluíam as linhas de produto VERSAMARK e PROSPER. O artigo foi escrito antes da Kodak entrar em recuperação judicial em 2012. Quando a empresa saiu dessa recuperação em 2013, Antonio M. Perez, presidente do conselho e CEO naquela época, anunciou: “ Nós emergimos como uma empresa de tecnologia servindo imagem para mercados de negócios – incluindo embalagem, impressão funcional, serviços profissionais e comunicação gráfica...”. Indo rapidamente para 15 de março de 2016, a Kodak anunciou que estava em negociações para vender o seu negócio de Enterprise Inkjet. Se isso soa confuso para você ( e deveria) na conclusão deste artigo eu compartilharei minha opinião sobre essa proposta venda.

 

Mais importante ainda, neste artigo focarei sobre o que a Enterprise Inkjet Systems Division (EISD) vem fazendo e para onde, presentemente, estão se dirigindo. No final de março, junto com um pequeno grupo de analistas, tive a oportunidade de visitar a sede da EISD em Dayton Ohio para ver em que eles estiveram trabalhando e o que eles estão planejando para mostrar na drupa 2016. Em resumo, fiquei muito impressionado com o que vi e o que eles realizaram durante o relativamente quieto período de cortes,  de quebra e reorganização. Mal posso esperar para ver o que mais eles serão capazes de fazer quando colocarem essas e outras distrações corporativas da Kodak para trás.

 

Além da linha de cabeças de impressão e impressoras da PROSPER, a EISD tem trabalhado quietamente, mas nem tanto, com algumas poucas empresas para sejam OEM (fabricantes originais de equipamentos) de suas tecnologias de Inkjet Contínuo (CIJ). Nisso se incluem fabricantes de impressoras como a Timsons para suas impressoras de jornais, e a Bobst para sua nova linha de impressoras de embalagens para cartão corrugado, para cartão semi rígido e para embalagens flexíveis. Entretanto a Kodak também tem trabalhado com outras empresas na área de impressão funcional e decorativa em relacionamentos de OEM que não estão ainda prontos para anuncio público nesse momento. Com sua tecnologia escalável ULTRASTREAM em módulos de impressão para OEM, eles podem suportar larguras de impressão de 20,3 a 246,4 cm , o que abre um grande número de aplicações potenciais. Algumas dessas novas áreas incluem: substratos industriais, impressão de eletrônicos, biomédica e aplicações 3D, apenas para mencionar algumas.

Kodak Continuous Inkjet Imaging

Enquanto a Kodak continua a vender e dar suporte aos produtos VERSAMARK piezoelética (piezo), os esforços atuais e futuros sucessos para EIDS estão realmente centrados ao redor das tecnologia Stream CIJ

No coração da EISD e tecnologia PROSPER está a tecnologia das cabeças de impressão CIJ. Drop on Demand (DoO) e CIJ. No DoD há duas principais categorias de tecnologia, a térmica e a piezo. Na cabeça de impressão térmica, um minúsculo aquecedor vaporiza um fino filme de tinta. Bolhas de vapor preenchem a câmara como uma pistola que força a tinta através de um bico. Bolhas de ar também são forçadas para fora em cada ciclo de ejeção de gota. Na cabeça de impressão piezoelétrica há um material piezzoelétrico em uma câmara cheia de tinta atrás de cada bico ao invés de um elemento aquecedor. Quando a voltagem é ampliada o cristal piezoelétrico vibra, o que gera um pulso de pressão no fluido forçando uma gota de tinta através do bico. A Inkljet piezo permite uma maior variedade de tintas, incluindo UV, do que a inkjet térmica. A tinta térmica precisa ser resistente ao calor e não volátil. Por outro lado, as cabeças de impressão piezo são mais caras para fabricar devido ao uso do transdutor piezzoelétrico.

A Inkjet contínua (CIJ) tem uma abordagem distinta. Não há começo e parada da geração de gota como no DoD. Ao invés disso  a cabeça de impressão gera continuamente um fluxo de tinta através do bico em alta pressão para reduzir o entupimento do bico. Aquecedores esquentam a superfície do fluido do jato conforme ele sai para o bico criando um impulso que modifica a tensão superficial da corrente de jato causando uma turbulência nesse filamento do jato e quebrando a corrente em gotas. O tamanho da gota é proporcional ao tempo entre os pulsos de tinta e a velocidade da corrente e é facilmente controlável. As gotas de tinta não usadas são recirculadas para reuso.

O filme a seguir demonstra as diferenças entre DoD e CIJ

 

Há muito poucos limites nas químicas das tintas de injeção no CIJ, tornando-as ideal para uma ampla variedade de aplicações além da impressão comercial. A limpeza regular das cabeças permite centenas de milhares de horas de impressão confiável. Se as cabeças não puderem ser limpas, elas são reformadas pela Kodak.  A Kodak atualmente tem duas adaptações de cabeças de impressão inkjet: Stream e a recentemente lançada tecnologia ULTRASTREAM. Todos os produtos PROSPER até aqui foram entregues com a tecnologia Stream.

Stream

Como discutido anteriormente, a cabeça de impressão Stream continuamente gera gotas e usa um fluxo de ar para direcionar as gotas não usadas para reuso. As cabeças de impressão Stream serie S imprimem 600 x 600 dpi a uma velocidade de 1000 pés por minuto. A impressora Prosper da Kodak  suporta ambas resoluções de 600 x 900 e 600 x 600 a uma velocidade de até 1000 pés por minuto e eles dizem que ela imprime ao equivalente a 175 linhas por polegada (lpi) a uma velocidade de 1000 pés por minuto.

ULTRASTREAM Technology

A quarta geração recentemente anunciada da tecnologia de High Definition CIJ tem sido um projeto de alto valor nos laboratórios EISD, por enquanto. Diferentemente da tecnologia Stream que usa um fluxo de ar para desviar as gotas não usadas, a tecnologia ULTRASTREAM usa uma carga de eletrodo para criar gotículas carregadas e não carregadas. As gotículas carregadas são desviadas e recirculadas e as gotículas não carregadas são depositadas no substrato. De acordo com a Kodak, ela despeja mais de 400.000 gotas por segundo por bico, com uma frequência de impressão 3 x mais rápida que as mais rápidas tecnologias DoD. 

stream e ultrastream

 

A tecnologia de cabeças de impressão ULTRASTREAM atualmente imprime com 600 x 1800 dpi a uma velocidade de até 500 pés/min sobre uma ampla variedade de substratos de papel e plástico. Ela também estará disponível em uma configuração com cabeça escaneadora para permitir impressão de bobinas largas com múltiplas cabeças em um carrinho móvel. A Kodak acredita que esta tecnologia também é adequada para configurações de impressoras de alimentação por folhas.

A Kodak estima que o tempo de vida das cabeças de impressão com tecnologia USTRASTREAM seja por volta de 2000 horas e que o seu custo seja igual ou melhor do que a DoD com uma melhor resolução e melhor produtividade. Como previamente mencionado as cabeças não são descartadas como as outras cabeças de inkjet, mas são reformadas pela Kodak por cerca de 50% do custo de uma cabeça de impressão nova.

As amostras impressas que vi, vindo de testes beta estavam muito impressivas e serão mostradas no estande da Kodak durante a drupa 2016. Kits OEM estarão disponíveis na segunda metade de 2017, com os primeiros produtos OEM sendo entregues por volta de 2019.

Ink

Algumas vezes esquecemos, mas em sua raízes a Kodak é uma companhia química. Como resultado, desenvolver uma variedade de químicas para diferentes aplicações para trabalhar com suas cabeças CIJ está na base da Kodak. Como a empresa continua a se engajar em relacionamentos OEM com outros apoiando diferentes requisitos, ela está posicionada para ser um parceiro ideal para a criação e apoio tanto a cabeça de impressão quanto a deposição de materiais.

A Kodak desenvolveu a patente de tintas especialmente para a tecnologia Stream Inkjet. Elas são fabricadas usando a tecnologia de moagem micro-media. A Nano partícula (10 – 60 nm de tamanho médio de partículas) do pigmento base da tinta também inclui dispersantes poliméricos para melhorar a permanência da imagem, resistência da água e confiabilidade. As tintas têm uma excepcionalmente ampla variedade de gamut, dita ser 35% maior que a comparável impressão em offset de 175 linhas em papel revestido. As ofertas atuais de tinta com base em água são tintas de processo pigmentado.

Devido ao processo CIJ, os bicos estão sempre molhados o que elimina a necessidade de expulsão entre impressões e também reduz a necessidade de um alto nível de humidificantes. Humidificantes são usados não só para evitar a secagem da tinta nos bicos, mas também afeta sua secagem nas folhas. Pela redução do nível de humificadores na tinta, você também pode reduzir o custo da tinta e permitir que ela seque mais rápido em substratos brilhantes.

XGV (Extended Gamut and Varnish) – Gamut Estendido e Verniz

O sitema Híbrido XGV da Kodak foi desenhado usando o sistema de impressão da PROSPER S10 e pode imprimir até 500 pés/mim em papel ou filmes flexíveis para produção de embalagens. Ela usa uma solução de inkjet baseada em água que imprime CMYKOGV, mais envernizamento digital. O gamut estendido pode equivaler  a mais de 98% de cores de marcas sem mudar as tintas. As tintas são adequadas com os regulamentos para contato indireto com alimentos. Assim como todas as tintas pigmentadas da Kodak, elas tem uma resistência superior ao desbotamento de

Enquanto esse sistema foi inicialmente desenhado para ser integrado em linha ou perto da linha com impressoras de rotogravura ou flexo sem diminuição da velocidade das impressoras, ela pode ser configurada como um sistema único. O sistema de tecnologia XGV estará rodando ao vivo no estande da Kodak na drupa 2016.

Produtos

Cobri a atual linha de impressoras PROSPER incluindo: PROSPER 6000C, desenhada para aplicações de catálogos comerciais com alta cobertura. A PROSER 6000P é desenhada para aplicações editoriais com baixa cobertura e que usem papel jornal  e a PROSPER 1000 Plus que é negociada como a impressora inkjet mais rápida do mundo em preto e branco.

A série PROSPER S também está disponível e há mais de 1300 cabeças da PROSPER série S instaladas em uma variedade de impressoras de flexo, rotogravura e offset. Adicionalmente, elas também foram instaladas para fazer impressão variável em equipamentos de dobra e acabamento.

A Estação de Otimização de Imagem (IOS) da PROSPER está disponível tanto em versão em linha ou fora de linha. Isso inclui uma estação de fluxo de primer de cobertura que permite ao usuário uma maior seleção de mídias e melhor desempenho de impressão.

DFE

As séries de cabeças inkjet PROSPER, tanto da Stream quanto da ULTRASTREAM, são direcionadas pelo Kodak 700 Print Manager DFE escalável. O 700 aceita todos os formatos necessários de arquivos incluindo AFP, IPDS, IJPDS, PDF, PS, PPML e VPS. Ele suporta controles e comunicação JDF e JMF. Atualmente inclui Adobe APPE 3.x, que dá um suporte melhor e mais rápido para PDF/VT assim como um processamento paralelo mais eficiente de PDF.

Conclusão

Para aqueles, como você, que podem não entender porque a Kodak ou qualquer outra empresa pode querer vender essa excitante e promissora tecnologia, aqui vai meu palpite. Como parte da saída da bancarrota, há um arranjo financeiro baseado em empréstimos que exerce um significativo controle da empresa nas mãos de um grupo de investidores privados de capital, o que inclui a GSO Capital Partners, uma subsidiária do Tha Brackstone Group, BlueMountain Capital Management, George Karfunkel, Unites Equities Commodities Company e a Contrarian Capital. Como a maioria de vocês sabe, as firmas de private equity são usualmente muito focadas em ganhos financeiros de curto prazo, e que não têm, usualmente, maior interesse em empresas de tecnologia emergente. Nessa contradição de metas e pela falta de conhecimento do potencial, elas têm direcionado a EISD a buscar outra casa com um “parceiro” estratégico. Em essência elas estão procurando uma empresa que aprecie o que são as tecnologias Stream e ULTRASTREAM da Kodak e como elas podem evoluir em rentabilidade no curto prazo e em um retorno a longo prazo do investimento.

Desde sua concepção, se sob o logo da Mead Digital Systems, Diconix, Kodak, Scitex ou Kodak, a EISD continuará a inovar e vender e licenciar excitantes tecnologias, como sempre desde os anos 1970.

 

Fique ligado para mais um monte de informações sobre outras soluções de inkjet de produção tão logo as informações fiquem disponiveis e quanto mais perto estivermos da drupa 2016

Sobre o David: 

David Zwang

David Zwang é consultor norte-americano, trabalhando com otimização da produção, planejamento estratégico, análise de mercado e servicos relacionados. Seus clientes incluem gráicas, fabricantes, varejistas, editoras, premedia e agências do governo americano 

 

 

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Seguimos na publicação dos artigos que traduzimos de David Zwang recém publicados no WhatTheyThink com explicações detalhadas das principais tecnologias de inkjet de produção que estarão expostas na drupa deste ano.

Neste artigo, David olha a HP Indigo, a tecnologia e o que se pode esperar deles na drupe 2016. Mesmo sabendo que a Indigo não é inkjet haverá um bim número de novos produtos na drupe que vale a pena a cobertura nesta série de artigos

By David Zwang

Published: April 14, 2016

Desde o começo da HP em 1939, a empresa sempre esteve evoluindo. No meu primeiro artigo sobre a HP na série sobre inkjet de produção, cobri sua evolução em inkjet térmica e o desenvolvimento das impressoras de inkjet de produção. Continuei essa discussão em meu ultimo artigo. Inkjet de produção não foi a primeira incursão da HP na produção gráfica. A empresa entrou no negócio de produção de equipamentos gráficos desde que adquiriu a Indigo em 2001. Desde a introdução do que é hoje a linha HP PageWide Web Press, a empresa manteve esforços paralelos no espaço de produção gráfica tanto em inkjet em San Diego na Califónia, a casa da PageWide e em Ness Ziona, a casa das impressoras HP Indigo eletrofotográficas liquido (LEP).

Impressoras HP Indigo

As impressoras Indigo tem sido parte do horizonte da impressão de produção desde que Benny Landa as revelou em 1993, tendo depois passado para a HP em 2001. De acordo com o IDC houve mais de 10.300 impressoras Indigo instaladas nos últimos 20 anos desde sua introdução no mercado, das quais aproximadamente 2000 são impressoras para rótulos e embalagens. Embora a base atualmente instalada inclua cerca de 7500 impressoras em 4500 clientes espalhados por 120 países. Nisso se incluem as impressoras formato B2 anunciadas na drupa 2012; a impressora digital de alimentação por folhas HP Indigo 10.000 desenhada para impressão comercial, a rotativa digital HP Indigo 20000 e a de folhas HP Indigo 30000 desenhada para embalagens. Combinadas, mais de 300 unidades das três impressoras B2 já foram instaladas.

Imagem HP Indigo

A HP Indigo LEP/ imagem de toner liquido sempre foi uma das forças mais importantes na linha de impressoras. No começo da imagem digital, a HP Indigo foi a linha de frente da produção de qualidade. E enquanto  muitas das tecnologias de toner seco procuraram melhorar o seu nível de qualidade, mesmo hoje mais de 75% dos livros de fotos no mundo inteiro são produzidos em impressoras digitais HP Indigo. Adicionalmente ao direcionamento inicial da impressão digital comercial  e de livros de fotos, muitas marcas globais também construíram campanhas personalizadas na força da imagem da HP Indigo. Esse reconhecimento não se dá apenas em materiais promocionais; ele também é único para o design e produção de embalagens. Algumas das marcas que tiveram campanhas ganhadoras de prêmios e que foram produzidas com a imagem da HP Indigo foram a Bud Light, PepsiCo/ Frito Lay, Mondelez/OREO,e Coke, apenas para mencionar algumas.

A imagem da HP Indigo usa um Processo Eletrofotográfico Líquido  (LEP) único. O HP ElectroInk® / toner liquido é composto de resinas de pigmentos polímeros que são triturados para um tamanho de partículas de 1 a 2 mícron os quais são eletricamente carregados. As Electroinks são distribuídas em containers como uma pasta concentrada para reduzir custos de transporte e facilitar a o manuseio na impressora. A pasta é então automaticamente misturada em um tanque fornecedor de tinta com um óleo de fusão e um fluido de controle carregado para criar um toner liquido pronto para impressão.

O primeiro passo no processo de imagem é o carregamento do Photo Imaging Plate (PIP) que consiste na deposição de uma carga elétrica estática uniforme no fotocondutor usando um rolo de carga ou, para as máquinas mais antigas, um scorotron, (cinta de carga). Na etapa seguinte, usando uma variedade de diodos de laser, a imagem é exposta sobre o PIP, uma chapa de re-imagem montada sobre o cilindro de imagem. Esses PIPs são consumíveis e sua vida útil é determinada pelo volume e tipo de impressão. Por exemplo, a impressão estática pode reduzir o a vida mais do que a impressão variável. O PIP necessita ser trocado quando ele perde sua habilidade de aceitar uniformemente a tinta carregada. O consenso geral dos usuários é que o seu uso fica, na media, entre 80.000 e 115.000 impressões por PIP. Cada cor é calculada como uma impressão, portanto uma imagem 4/0 cores seriam 4 impressões. Desde que  o usuário seja cobrado por click , o PIP que é incluído nesse cobrança, pode ser reposto pelo usuário sem custo adicional. Uma vez exposto o Binary Ink Developer Units (BID), um para cada cor, transfere a tinta carregada eletricamente do rolo de BID para o de PIP. A tinta eletricamente carregada é atraída para as áreas expostas da chapa.

Um pouco antes da imagem ser transferida para a blanqueta, um conjunto de diodos da unidade  de apagamento de pré transferência é usado para dissipar o carregamento no PIP, o que permite a imagem entintada ser transferida para a blanqueta aquecida onde ocorre a evaporação do óleo de imagem e as partículas de tinta que compreendem a imagem permanecem. O resultado é uma fina camada de filme polímero viscoso que é então transferido para a mídia no cilindro de impressão e é nesse ponto que a imagem do filme de tinta se solidifica. Uma vez que a imagem é transferida para a mídia, qualquer tinta residual é automaticamente removida do PIP em preparação para o próximo ciclo de imagem. Isso tudo acontece em uma questão de milissegundos, o que é impressionante.

Dependendo se a impressora HP Indigo é de alimentação por folhas, alimentação continua ou tem um requisito de mídia especial, há poucas diferenças no processo de impressão. Em uma imagem de várias cores a mídia fica no cilindro de impressão por várias rotações da impressora para receber cada separação da blanqueta, uma após a outra. Uma vez que separação final é impressa, o substrato tanto  pode ser invertido e impresso no verso como entregue para a bandeja de saída

A impressora rotativa de alimentação contínua  emprega o processo de One-Shot Color por não ser possível embrulhar o material em volta do cilindro para múltiplas passadas. Neste caso o cilindro PIP rotaciona muitas vezes, transferindo tudo para a mídia em uma só passagem de impressão. O One-Shot pode também ser usado em todas as impressoras de folhas, fora a 3600 quando é necessário dar suporte a impressão sobre materiais sensíveis a calor, substratos metalizados e sintéticos.

Diferentemente do toner seco eletrofotográfico (EP), processo de transferência do toner líquido eletrofotográfico não é afetado pelo fluxo de ar, o que faz com que esse processo tenha uma imagem mais nítida transferida para a mídia. Nesse aspecto ela é, de alguma forma, similar ao processo Nanográfico da Landa cobertos em artigo recente. Neste caso do toner líquido é um tipo de processamento de imagem híbrido entre EP e offset, ao invés do híbrido entre inkjet e offset.

rolohP

 

As impressoras digitais HP Indigo podem suportar até 7 estações de cores que podem produzir até 97% da gama das cores Pantone®. Atualmente a HP Indigo fabrica a HP Eletroink nos processos de cores estándares (CMYK), as três cores extensíveis (OGV) assim como tintas para fotos (Light Cyan, Light Magenta, Light Black e a nova light-light Black). Eles também produzem 2 tintas brancas, uma nova Branca para Sleeves e a nova Premium White para uma ampla gama de opacidades. A HP Indigo fabrica tintas light-fast para aplicações que requerem um pesado uso externo e cores especiais como a nova New Fluorescente Pink. Com o kit de mistura off-press IndiChrome  você pode misturar cores específicas de clientes.

Desde que a HP Indigo foi lançada a empresa consistentemente tem melhorado a qualidade de impressão e o suporte de aplicações. Com as novas inovações e lançamentos de hardware que serão mostrados na drupa, a HP está subindo o nível outra vez. De fato, Alon Bar-Shany, diretor geral da divisão Indigo, anunciou que essa etapa de inovações e anúncios é a maior feita nos últimos 20 anos. As novas inovações de produtos que serão apresentadas na drupa 2016 continuarão a focar em qualidade, novas aplicações de impressão e melhor rendimento nas diferentes mídias.

As inovações de qualidade incluem melhorias no BID, nas blanquetas e um upgrade de 812 DPI para um Feixe Laser de Alta definição de 1600 DPI que estará disponível a partir de 2017 para a impressora digital HP Indigo 12000. Também será introduzido um scanner em linha para detectar defeitos e alertar o operador. Para as impressoras de embalagens há uma solução de visão AVT baseada na máquina que compara a impressão com o arquivo original, além de um espectrofotômetro para monitorar a consistência de imagem e dar assistência na caracterização de novas mídias. Em termos de suportar novas aplicações de impressão a HP Indigo está introduzindo um primer em linha usando uma das estações de tinta para possibilitar um maior número de opções de mídia. Também nessa arena, algumas novas tintas também estão sendo lançadas incluindo a previamente mencionada branco opaco premium com uma opacidade de 81% que rivaliza com silk screen e também a nova tinta Pink Florescente para posteriores expansões da gama de cores disponíveis.

Todas essas novas melhorias estarão disponíveis para ipgrade para modelos antigos já instalados, o que tem sido uma marca da estratégia da HP já há algum tempo para ajudar seus clientes a maximizar o tempo de vida de seus investimentos.

Impressoras HP Indigo

O hardwre da HP Indigo terá algumas significantes melhorias na drupa 2016. É importante entender que, em geral, as plataformas das impressoras digitais HP Indigo são desenhadas ao redor das aplicações. Há duas aplicações abrangentes para a HP Indigo: Impressão comercial, que primordialmente usa impressoras de folhas; e rótulos e embalagens que primordialmente usam rotativas. Claro que há algum cruzamento de aplicações, como produtos de fotos que podem ir em ambas as plataformas assim como alguns rótulos e embalagens. Por exemplo, a rotativa W7250 é desenhada para impressão frente e verso comercial, editorial e aplicações de fotos. A impressora digital HP Indigo 20000 agora suporta aplicações de impressão comercial em adição a aplicações de rótulos e embalagens flexíveis; e a impressora digital 30000 que é de plataforma de folhas, para cartões semi rígidos, mas que também pode imprimir outras aplicações.

Como a HP promove e faz marketing das aplicações e trabalhos focados em suas impressoras, em alguns casos é difícil comparar desempenho, mesmo contra equipamentos de competidores ou entre a próprias plataformas da HP. Também deve ser notado que em todas as impressoras HP Indigo, a máximo rendimento  de velocidade é afetado pelo número de cores que você imprime. Por exemplo, a impressão monocromática é mais rápida que a impressão com duas cores que ;é mais rápida que a impressão com três cores, etc., até o máximo de sete cores. O mais recente lançamento do primer de impressão é considerado como qualquer outra cor em termos de uso do BID, cobrança de click e rendimento da impressora. A HP Indigo suporta o Modo de Melhoria de Produtividade (EPM) disponível em suas impressoras que podem ser usadas  para reduzir tempo e custos quando compatível com os requisitos do trabalho. Quando usada em conjunção como uma solução preflight da Enfocus os clientes podem decidir mias facilmente quais trabalhos são adequados para impressão com EPM. Tipicamente o EPM usa CMY para criar o processo de cor, eliminando uma imagem do ciclo, economizando tempo, tinta e custo com um impacto mínimo na qualidade.

Para facilidade de comparação, tentarei normalizar a informação usando folhas por hora (fph) para as máquinas de folha e metros por minuto (mpm) para as de alimentação contínua. Também calculei o rendimento da velocidade de impressão 4/0 no máximo do formato folha/bobina para cada modelo de impressora. As velocidades em cada série de impressoras são fixadas pelo sistema de imagem. As características de valor adicionado conjunto em cada modelo de impressora continuam sendo aprimoradas para os requisitos específicos de aplicações alvo. Dependendo dos requisitos de sua aplicação específica você pode precisar de cálculos adicionais para uma melhor comparação.

Folhas cortadas

Com os novos lançamentos a HP Indigo agora tem três impressoras A3 (33 x 48 cm) na sua linha. Como discutido, elas são cada uma configurada com características de valor agregado com alvo nos requisitos de aplicações específicas.

As impressoras Série 2, as HP Indigo 3600 e 5900 rodam a 2040 fph. Elas suportam mídias de 40 lb texto a 130 lb. capa revestido (60 -350 gsm enquanto a 5900 pode também suportar materiais até 550 micros). O modelo de entrada 3600 é a única impressora na linha HP que possui duas gavetas de papel e o máximo de 4 cores e não as 7 discutidas acima.

As impressoras da Série 3, a HP Indigo 3900 roda a 3600 fpm e também suporta mídia de 40 lb não revestido a 130 lbs capa revestida ( 60 – 35- gms.). É possível  aumentar a velocidade nesta série 3 sobre a série 2 pela ampliação do PIP e cilindros de blanqueta para permitir a impressão de duas cores em tandem e então transferir para a mídia.

As impressoras da Série 4 são todas no formato B2 (52,8 x 75 cm) e rodam a 3450 fpm 4/0. A HP Indigo 10000 e a nova HP Indigo 12000 suportam mídia de 50 lb. texto não revestido a 150 lb. capa revestido (74 – 400 gms). A HP Indigo 30000 que é desenhada como impressora para cartão semi rígido suporta peso de papel de 40 lb texto a 160 lb. revestido (150-450 gms e diversos plásticos até 880 gms.,  dependendo de material específico.

Alimentação Contínua

Com os três novos lançamentos a HP Indigo agora tem quatro modelos na sua linha de alimentação contínua. Todos os modelos tem uma configuração de bobina a bobina; no entanto há muitas soluções opcionais de terceiros para acabamentos em linha ou perto da linha. Isso inclui laminação, corte, aplicação de relevo, etc.

Ambas HP Indigo WS7250 e a nova HP Indigo WS6800 suportam uma largura máxima de bobina de 34 cm e um comprimento máximo de 98 cm rodando a 30 m/min. A WS7250 suporta gramatura de papeia de 40 a 300 gms e visa o mercado editorial. Há duas versões da WS6800: a WS6800 lançada em 2014 com banda estreita para rótulos e embalagens, enquanto a recém lançada WS6800p visa o mercado de fotos. Essas impressoras suportam papeis de 40 a 352 gms.

A recém lançada HP Indigo 8000 contém dois motores de imagem em linha para aumentar o rendimento e uma unidade de primer opcional. Como os modelos de rotativa da Série 3  descritas, ela suporta uma bobina de largura máxima de 34 cm e um comprimento máximo repetido de impressão de 98 cm e pode imprimir a 60 m/min.

Há duas impressoras de alimentação contínua mais largas, a HP Indigo 20000 que foi lançada na drupa 2012 e a nova HP Indigo 50000. Ambas suportam uma bobina de 76 cm de largura com comprimento repetido de impressão de 55cm. Isso permite que essas impressoras produzam o equivalente a uma folha de impressora formato B1. A 20000 imprime um lado, mas a 50000 é configurada com dois motores de imagens em tandem que permite imprimir em modo simplex ou duplex. As impressoras rodam a uma velocidade de 34m/min e podem produzir o equivalente e 2300 folhas por hora formato B1.

DFE e Workflow

As impressoras na linha HP Indigo, com exceção da 3600, são agora oferecidas em conjunto com o HP SmartStream ProductionPro Server 6..0. Ele foi recentemente redesenhado para trabalhar com seu novo Gerenciador de Impressora e o recém lançado HP PrintOS ( que será descrito posteriormente). A HP Indigo tem um vasto complemento de outros softwares de produtividade que estão disponíveis e visam necessidades de aplicações específicas. Nisso se incluem soluções para criar e facilitar campanhas e trabalhos com dados variáveis e impressão estática. Para rótulos e embalagens a HP Indigo oferece o HP SmartStream Label and Packaging Print Server, desenvolvido pela Esko.

Conclusão

Depois de 23 anos a HP Indigo ainda tem uma grande tecnologia e uma forte linha de produção. A empresa continuamente gerenciou para encontrar nichos competitivos no tempo certo e com um forte portfolio de produtos. Se no inicio seus produtos competiam com o toner seco eletrofotográfico, tiragens surtas e impressão variável, ou produtos subsequentes que visavam rótulos e embalagens, a HP Indigo tem sido uma das líderes de todo o pacote. Entretanto o horizonte está mudando e com as inkjet também participando ou começando a entrar em muitos desses mercados, será interessante ver como a HP Indigo continuará a se desenvolver, encontrar seu nicho e competir.

 

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Sobre o David: 

David Zwang

David Zwang é consultor norte-americano, trabalhando com otimização da produção, planejamento estratégico, análise de mercado e servicos relacionados. Seus clientes incluem gráicas, fabricantes, varejistas, editoras, premedia e agências do governo americano 

 

 

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Nosso artigo na revista Abigraf que vai circular na Drupa 2016.

 

artigo abigraf

revista Abigraf maio16

O fórum mundial de Davos, realizado nessa cidade Suíça no inicio de cada ano, e que reúne a nata econômica mundial, presidentes, primeiros ministros e autoridades monetárias, tem sempre um mote, um tema central. Neste de 2016, esse tema se ateve no significado da chamada quarta revolução industrial, ou revolução tecnológica, que implica, segundo os organizadores, nada menos do que a transformação da humanidade nas próximas décadas, tal o seu impacto em todas as atividades humanas.

A intenção dos organizadores foi o de chamar a atenção dos líderes mundiais para esse fenômeno e as consequentes influências, com o objetivo de força-los a olhar para o futuro e não somente tentar resolver problemas com as perspectivas do passado. Um desafio gigantesco com muitas perguntas, dúvidas existenciais e ainda poucas respostas. Mas, para isso mesmo servem esses fóruns. Abrir grandes temas que se materializarão nas próximas décadas.

Mas quais as bases dessa imensa transformação tecnológica que mal estamos começando a entender sua extensão? A começar pelas possibilidades quase infinitas resultantes das crescentes redes de conexão de bilhões de seres humanos por equipamentos portáteis como o celular e uma imensa capacidade de poder de processamento, estocagem de dados e acesso à informação e conhecimento. Além das possibilidades que resultarão da confluência de tecnologias disruptivas emergentes que vão da inteligência artificial, robótica, a internet das coisas (Iot), veículos autónomos, impressão 3D, nanotecnologia, ciências dos materiais, estocagem de energia ,computação quantum e todo o avanço na biociência. Muitas tecnologias ainda estão em fase inicial de desenvolvimento, mas começam a chegar a um ponto onde cada uma impulsiona o desenvolvimento da outra. Seja como for, essas mudanças são históricas em termos de tamanho, velocidade e escopo, como afirma Klaus Schawb em seu livro The Fourth Industrial Revolution, e que serviu de base para Davos neste ano. Klaus, na verdade, é o organizador de conteúdo do fórum e esse livro foi usado como referência. Vale integralmente a leitura.

Os impactos dessa revolução nos negócios são imensos com a alteração na formas de produção, organização e dos modelos de negócio, tanto quanto vimos nas revoluções industriais anteriores. A primeira entre 1760 e 1840 com a invenção das máquinas a vapor, a segunda entre o final do século 19 e o começo do século 20 com o advento da eletricidade e as linhas de produção possibilitando a produção em massa; a terceira, digital, com o advento dos computadores mainframe no anos 1960, computadores pessoais nos anos 1970 e 1980 e a internet a partir dos anos 1990 e suas consequências e desenvolvimentos que ainda estamos vivendo, aí se incluindo o advento das impressoras 3D, a biotecnologia e a notecnologia. Claro que essas divisões são acadêmicas e genéricas para facilidade de entendimento, mas as características da transformação se solidificam com o tempo.

A quarta revolução industrial se caracteriza pela chamada Industria 4.0, termo cunhado na Alemanha em 2011 e que começa a se caracterizar por fábricas inteligentes, onde não só o produto a ser fabricado interage e informa ao equipamento que vai produzi-lo o que fazer com ele, assim como a própria fábrica pode participar de uma cadeia global de valor criando um mundo no qual sistemas de manufatura virtual e físico cooperam um com o outro de forma flexível ( vide Klaus Schwab).

Oras, é evidente que a tecnologia gráfica não fica fora dessas evoluções e incorpora os avanços da ciência para suas finalidades. Nem precisamos dizer o que a computação gráfica fez com o setor.  Mas tomemos algumas dessas novas tecnologias e, em especial, a questão da indústria 4.0 e vamos ver de que forma isso vem afetando e deve afetar a produção e o negócio gráfica.

A biotecnologia começa a chegar ao setor através das embalagens, com filmes que permitem o prolongamento de produtos orgânicos, ou mesmo impressões em selos que modificam sua cor mostrando o tempo de validade do produto embalado. A nanotecnologia já está presente nas novas formas de impressão inkjet com jatos de tinta formulados para a melhor cobertura do suporte, seja papel, plástico ou metal, com brilho e alta qualidade de impressão. Além de melhorias na engenharia dos equipamentos.

A impressão 3D já é uma realidade, e como já tem o nome de impressão, sua incorporação no conjunto de oferta das gráficas será natural. Esta drupa já mostra inúmeras aplicações usando a impressão 3D assim como os fluxos de criação de materiais incorporando essa terceira dimensão ao 2D da impressão. Cria-se o conteúdo de comunicação e a “gráfica” o disponibiliza em digital, impresso e tridimensional completando todo um ciclo abrangente.

A impressão digital segue velozmente em um processo que a levará ao predomínio das tecnologias de reprodução. Em velocidade, formatos, aplicações, qualidade e, mais que tudo, em variabilidade, customização e interação. Com a progressiva integração dos fluxos digitais de produção, a automação dos equipamentos, a variabilidade imediata da produção e a interação do material impresso com o mundo digital dos diferentes códigos de leitura digital, as novas fábricas inteligentes de impressão que atendem aos pressupostos da terceira e quarta revolução industrial já estão em operação, em construção ou sendo elaboradas. Hoje já é possível ter toda uma linha de produção que interaja com os fluxos de criação de conteúdo do cliente e sua rede – agências, mídias, marketing – e a produção e disponibilização em diferentes mídias, com linguagens específicas para públicos alvo que podem ser individualizados. Uma mensagem feita para você, de acordo com seu perfil, de acordo ao seu gosto, ao seu desejo.

As plataformas digitais se transformarão nas plataformas inteligentes e operativas das gráficas. Que, por incrível que pareça, serão individuais, ainda que soluções comuns sejam vendidas. Plataforma significa a junção dos diferentes softwares que farão a ponte entre as necessidades do cliente – projetos de embalagens, material de marketing, documentos transacionais, papelarias, marketing direto ou de precisão, livros, revistas e todos os itens que significarem redução de tempo e de operação e eficiência para o cliente. Em uma ponte que os ligará diretamente à gráfica e ao seu fluxo e processo de produção para posterior disponibilização onde esse cliente queira ou necessite. A junção dos softwares  para a construção de sua plataforma e seus resultados serão de acordo com o perfil de clientes, o nicho de mercado e a proposição de valor da gráfica, por isso digo que serão individualizados. Ainda que os fornecedores de tecnologia cada mais oferecerão esses fluxos já construídos em sistemas operacionais definidos. Já podemos ver isso no mercado, mas ainda há muito que evoluir para uma operação efetivamente automatizada, ainda que customizada.

Uma vertente das aplicações da impressão digital vem gerando um crescimento explosivo da chamada impressão funcional, ou a impressão das coisas, como costumo chamar. Hoje, tudo se imprime, ou melhor, tudo pode ser impresso. Das roupas com tecidos criados e impressos de forma exclusiva  até a forração das paredes; da sua foto do instagram virando quadro ou capa de caderno ou capa de celular até a impressão da sua sandália. De um bar inteiro: paredes, piso, azulejos e móveis, a um carro ou avião. Da sua caneca ao livro infantil personalizado com a história e o desenho do seu filho que também virá um adesivo na parede do quarto dele ou mesmo um protótipo tridimensional daquele aviãozinho maluco que ele projetou. Das imensas comunicações urbanas a grandes eventos esportivos na impressão das quadras, das piscinas, tetos e janelas. Um mundo impresso.. Pensando bem, isso deve ser chocante para todos os digitólogos que previam o fim da impressão há pouco tempo atrás, não é mesmo?

Sem falar da impressão industrial, aquela que é aplicada na fabricação de todos os aparatos eletrônicos que usamos, circuitos, layers de celulares e notebooks, painéis de carros, etiquetas com sinal de rádio, cartões de crédito com chips, aparentes ou embutidos, cartazes com sinais para bluetooth ou celulares.... e por aí vai. Inúmeras, infinitas aplicações.

Em relação a novos materiais um destaque se dá ao grafeno, um nanomaterial que é 200 vezes mais forte que o aço e um milhão de vez mais fino que um fio de cabelo. e um condutor eficiente de calor e eletricidade e que pode ser transformado em películas ou mesmo em uma tinta tal qual as de offset e usado em impressão de tecido ou papéis podendo ser lavado sem perder suas características.  Ainda caríssimo, mas, quando disponível, pode tornar os wearables, roupas e acessórios com tecnologia eletrônica avançada,  uma efetiva realidade.

Esse é o futuro, mas também o presente. Mas, falando em presente, como o setor gráfico, mundialmente, vai vivendo nessa mescla entre as demandas tradicionais, que são, claro, ainda predominantes, e essas novas concepções?

Recentemente os organizadores da drupa divulgaram a última das seis pesquisas que, inteligentemente, encomendaram e vêm divulgando desde o ano passado, como atrativo para a feira. São pesquisas interessantes mostrando as tendências e as percepções de mercado, feitas com gráficas e fornecedores de todo o mundo. Seus resultados não deixam de mostrar uma realidade global, ainda que, estatisticamente, não se possa identificar as amostras de cada região como efetivamente correspondentes ao seu todo. 

Na linha deste artigo destaco alguns pontos dessa pesquisa.. Primeiro a previsão de investimento das empresas em tecnologias de impressão: 32% para impressoras digitais de folhas, 23% para offset de folhas, 13% para impressoras inkjet rotativas e 12% em flexografia. O que mostra bem a importância da impressão digital, mas também mostra que a offset continua como uma tecnologia muito importante – e na verdade ainda dominante – e que a junção desses dois processos se apresenta como  a melhor alternativa a muitas gráficas. Mostra também o crescimento da flexografia na área de embalagens.

Em termos de adição de serviços de maior valor agregado a pesquisa indica que para as gráficas comerciais os principais serviços oferecidos são: dados variáveis: 67%; design/criação: 60%; logística: 50%; grandes formatos: 40%; impressão interativa/códigos QR e outros: 39%; WebToPrint: 35%.  Isso mostra o crescimento da impressão personalizada, geração de conteúdo e web to print como forma de venda e integração com os clientes.  A oferta de serviços multicanais, para diferentes mídias além da impressão mostra que 39% das empresas declararam já oferecer, sendo que metade os desenvolvem internamente e metade os fazem com terceiros.

A pesquisa também levantou nas empresas que oferecem impressão funcional quais serviços predominam, sendo: 54% em materiais de decoração; 33% tecidos; 15% cerâmica; 11% eletrônicos; 11% impressões 3D e outros com 54% (cada respondente podia indicar mais de uma aplicação, daí o porquê de mais de 100%)

Pois bem. Creio que a drupa deste ano, sendo ela uma espécie de Meca dos empresários gráficos, captou na plenitude todo o estado atual de mudanças da tecnologias, dos negócios e o futuro do setor. A evolução tecnológica traz, como sempre, muitos desafios, mas também muitas oportunidades. E que estão representadas nas chamadas da feira: toque o futuro, toque ideias, inovação, artes gráficas, cor, produção de embalagens, impressão funcional, multicanal, impressão 3D. Gostei mais ainda do neologismo que criaram, na junção do físico com o digital: phygital ou fígital em português.

Creio que isso resume bem o que já temos hoje e seu desenrolar nos próximos anos: a junção do físico com o digital e a incorporação de novos conceitos que mudarão radicalmente o nosso negócio, como a quarta revolução industrial.

Falando nisso, qual a velocidade de mudança do seu negócio? 

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